Câmara de Coimbra dá bolsas de estudo a filhos de trabalhadores mortos em serviço

14.03.2005 - 21:06 Por Lusa
A Câmara de Coimbra aprovou hoje a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos trabalhadores do município falecidos em consequência de acidente em serviço.
A proposta, apresentada pelo presidente da autarquia, Carlos Encarnação, surge na sequência da morte, há duas semanas, de quatro bombeiros da companhia de Sapadores de Coimbra, durante o combate a um incêndio florestal em Mortágua, Viseu.
O complemento a atribuir sob a forma de bolsa de estudo a cada filho dos trabalhadores falecidos em acidentes de trabalho abrange a escolaridade obrigatória e prolonga-se até ao ensino superior.
De acordo com a proposta de Carlos Encarnação, aprovada por unanimidade na reunião quinzenal do executivo camarário, na escolaridade obrigatória a bolsa terá um montante equivalente a 25 por cento do salário mínimo nacional.
No ensino secundário ou equiparado representará metade do salário mínimo nacional e durante o ensino superior será o equivalente a esta remuneração.
A candidatura às bolsas será efectuada nas condições previstas para a atribuição do abono de família.
Os familiares dos quatro bombeiros estão a ter acompanhamento psicológico e social, desde o dia do acidente, por técnicos do Serviço de Segurança, Higiene, Medicina e Saúde no Trabalho da Câmara de Coimbra.
Um primeiro relatório, de carácter informativo, sobre a intervenção do serviço na sequência deste acidente foi hoje apresentado ao executivo camarário de Coimbra.
No período de discussão antes da ordem do dia da reunião de hoje, o vereador Luís Vilar (PS) reiterou a acusação de o actual conselho de administração da sociedade Metro Mondego se encontrar "ao serviço da recandidatura de Carlos Encarnação [PSD]" à autarquia.
O autarca da oposição quis saber que verbas estão disponíveis no III Quadro Comunitário de Apoio para o projecto do metro ligeiro de superfície entre Coimbra e a Lousã e insistiu em indagar os motivos da opção pela travessia em túnel na Avenida Armando Gonçalves.
Como entretanto Carlos Encarnação se ausentou da reunião por motivos de agenda, Luís Vilar abandonou também o encontro, classificando a atitude do presidente como "uma deselegância".

