A partir de quarta-feira, o Centro de Saúde de Cinfães vai ministrar gratuitamente a vacina contra a meningite. Os custos vão ser suportados pela autarquia local, no âmbito de um protocolo que será formalizado amanhã entre a Câmara de Cinfães, a sub-região de saúde de Viseu e o centro de saúde local.
A "Prevenar" - que não faz parte do Plano Nacional de Vacinação - é uma vacina pneumocócica de sete valências, "indicada para a imunização activa de lactentes e crianças contra a doença invasiva (incluindo bacteriémia, sepsis, meningite e pneumonia bacteriémica) causada pelo streptococcus pneumoniae", como indica o Infarmed.
Devido ao elevado custo das doses da "Prevenar" que impedia muitos pais de vacinarem os filhos, a autarquia decidiu assumir essa despesa.
De acordo com o presidente da Câmara de Cinfães, Pereira Pinto, até agora apenas 48 por cento dos pais levavam os seus filhos ao centro de saúde para ministrar esta vacina, o que poderá ser justificado pelo facto de cada uma das suas quatro doses necessárias (uma série primária de três doses e a quarta, de reforço, no segundo ano de vida) custar 71 euros.
Esta decisão da autarquia em custear a "Prevenar" foi conhecida em Junho e, desde então, muitos pais se têm mostrado interessados. "As pessoas têm-se abeirado de mim para saber o que têm de fazer. É um sinal evidente do interesse", contou o autarca.
Como a "Prevenar" é administrada exclusivamente por prescrição médica, os pais interessados devem dirigir-se ao centro de saúde, para que o seu médico de família a prescreva se entender ser o momento conveniente.
Atendendo ao número de nascimentos registados no concelho nos últimos cinco anos, Pereira Pinto prevê que dos cofres da autarquia duriense, situada no Norte do distrito de Viseu, saiam anualmente "entre 50 a 60 mil euros" para pagar a vacina. "Nascem anualmente entre 180 a 200 crianças, mas o número tem vindo a diminuir. Vamos esperar que esta medida de alguma forma contribua para o aumento da natalidade", frisou.
Recentemente, foram registados dois casos de meningite ocorridos no concelho, sem gravidade, mas que levaram a autarquia a reforçar a ideia de que se deveria garantir que a vacina fosse administrada a todas as crianças. "Antes que um dia destes acontecesse algum caso grave e chegássemos à conclusão de que foi por os pais terem dificuldades financeiras que não vacinaram os filhos", justificou o autarca.


