Vários automobilistas participaram no “buzinão” desta tarde em Lisboa, um dos 70 locais onde esteve previsto o protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.
Pouco antes das 18h00, entre o Marquês de Pombal e o Saldanha, na Avenida Fontes Pereira de Melo, um dos locais na capital escolhido para a realização do protesto - os outros foram Alcântara e Campo Grande/Parque das Nações – ouviram-se as buzinadelas constantes dos condutores. No local, o trânsito estava caótico, típico da hora de ponta nesta zona central da cidade.
Em declarações aos jornalistas, Célia Portela, representante da União dos Sindicatos de Lisboa, defendeu que "a presença maciça dos condutores a buzinarem é um sinal claro da indignação face ao aumento do preço dos combustíveis" e mostra "que as pessoas estão disponíveis para lutar".
"A adesão em massa dos portugueses a esta acção de protesto significa que as condições de vida estão a degradar-se, principalmente para os trabalhadores e pensionistas", reforçou a dirigente sindical.
Célia Portela disse acreditar que a contestação "vai engrossar nos próximos tempos", nomeadamente através de "outras acções de luta", sublinhando que "os portugueses já perceberam que só com a luta se poderá fazer o governo recuar nas suas políticas".
No local encontrava-se também o deputado comunista Bruno Dias, que empunhava uma bandeira preta.
A contestação, promovida pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), comissões de utentes, sindicatos e organizações sócio-profissionais, previa a realização de "buzinões" em mais de 70 locais do país entre as 17h45 e as 18h00.


