• Casa portátil distinguida em concurso mundial
  • Os melhores biquínis e fatos-de-banho deste Verão
  • Tinto do Alentejo vence concurso mundial

Após deslizamento de terras

Brisa admite que o corte de troço da CREL vai durar semanas

26.01.2010 - 12:04 Por Luís Filipe Sebastião

  • Votar 
  •  | 
  •  1 votos 
Ontem continuavam os esforços para remover e conter as terras na CREL Ontem continuavam os esforços para remover e conter as terras na CREL (Nuno Ferreira Santos)
O corte da A9-CREL (Circular Regional Exterior de Lisboa), entre os nós da ligação da A16 e de Belas, deverá manter-se durante as próximas semanas, admitiu ontem a Brisa, concessionária da auto-estrada afectada por um deslizamento de terras. "A situação é muito mais grave do que se previa. A solução não é uma questão de dias, é uma questão de semanas", afirmou ontem o porta-voz da Brisa, Franco Caruso.

Ontem, reabriu o troço com cerca de um quilómetro entre Queluz e a A16, mas a circulação continua complicada nos acessos a Lisboa. A partir de hoje, entra em obras a A16 e mesmo que seja apenas no período nocturno, a situação pode gerar mais confusão.

O desmoronamento do talude ocorreu a partir de um aterro, identificado desde 2004. Continua por explicar as razões da deslocação de terras bem como se o aterro estava ou não licenciado.

Desde a madrugada de sexta-feira que a concessionária da A9, que liga a A5 (Lisboa-Cascais) à A1 (Auto-estrada do Norte), em Alverca, foi obrigada a condicionar o tráfego entre Queluz e Belas, devido a um desabamento a seguir ao túnel de Carenque. Num primeiro momento, foi cortada a berma da via direita, no sentido de Queluz-Alverca. Porém, a progressão das terras acabou por derrubar alguns postes de electricidade e levou a Brisa a cortar a circulação nas duas faixas de rodagem, entre Queluz e Belas.

O volume de terras continua a escorregar da encosta - no início terá sido à velocidade de "um metro por hora" - e ainda "não está contido". Isto apesar de, desde sábado, decorrerem trabalhos com dezenas de meios. No imediato, constitui preocupação acrescida a ameaça para um troço do Aqueduto das Águas Livres, paralelo à via, que não está, contudo, ao serviço do abastecimento da EPAL, mas constitui património classificado.

Alertas eram antigos

Fonte do Ministério do Ambiente confirmou ao PÚBLICO que o local serviu para "deposição de terras e resíduos de construção" e que, até ao momento, não merecera qualquer intervenção da inspecção do Ambiente.

De acordo com Franco Caruso, a Brisa alertou a Estradas de Portugal em 2004 e 2005 para a deposição de terras numa zona de protecção à A9 e vedada à construção. Em 2007, acrescentou a mesma fonte, ocorreram mesmo "deslizamentos de pequena dimensão", nesta zona à saída do túnel de Carenque, mas que não obrigaram à necessidade de condicionamento da circulação. A concessionária voltou a alertar a tutela rodoviária para o problema, mas pelos vistos com poucos resultados.

A Estradas de Portugal esclareceu que foi alertada para o risco de deslizamento de terras, "em 2004, a pedido da Brisa para facilitar a relação com a autarquia da Amadora e com vista à abordagem dos trabalhos do aterro". O município da Amadora, adiantou a directora de comunicação da empresa, "informou da intenção de instalar aparelhos para monitorização dos aterros" e que "seria executado um projecto de estabilização a apresentar posteriormente".

O Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias, responsável pela rede rodoviária nacional, fez saber ontem que "está a acompanhar a situação" com as restantes entidades.

A Câmara da Amadora disse, por seu lado, que o deslizamento ocorreu em terrenos privados com "bastantes fragilidades" e "um conjunto de falhas geológicas". O vereador da Protecção Civil, Eduardo Rosa, nota que competia à entidade que explora a auto-estrada "o dever" da sua conservação, a autarquia sempre colaborou nessa tarefa, "instaurando diversos procedimentos de notificação" para a necessidade da contenção das terras.

Estatísticas

  • 16 leitores
  • 7 comentários

Video

CREL cortada por tempo indeterminado

URL desta Notícia

http://publico.pt/1419747

Comentário + votado

Para reflectir:

Acontece frequentemente em favelas do Brasil quando chove.... A câmara muito tem feito pelo ...

Anónimo

26.01.2010 19:32

X

Mais em Local (5 de 11 artigos)

No sentido Amarante/Porto continuam os trabalhos de limpeza da via e remoção dos veículos Circulação na A4 já se faz nos dois sentidos