O Governo escolheu o arquitecto João Biancard Cruz para suceder ao ex-bastonário da Ordem dos Advogados José Miguel Júdice na liderança do projecto da Frente Tejo em Lisboa.
"Está resolvida a sucessão [de José Miguel Júdice] na frente ribeirinha e garante-se plenamente a continuidade do projecto", disse fonte do Governo à Lusa.
Biancard Cruz foi até agora o "número dois" da equipa de José Miguel Júdice e desempenhou durante vários anos o lugar de director geral do Ordenamento do Território, incluindo quando José Sócrates assumiu as funções de ministro do Ambiente.
O arquitecto foi também um dos principais protagonistas do Programa Polis, que arrancou durante os executivos liderados por António Guterres.
José Miguel Júdice já reagiu à decisão do Governo e afirmou-se "muito contente" com a escolha de Biancard da Cruz para o suceder na liderança da sociedade que irá gerir a reabilitação da Frente Ribeirinha da capital.
"Só posso dizer duas coisas: era difícil que o sr. primeiro-ministro fizesse uma escolha melhor e penso que vai fazer um trabalho muito melhor do que o meu. Estou muito contente", afirmou o ex-bastinário.
O advogado recordou que quando o escolheu para "número dois" da Sociedade Frente Tejo "nem o conhecia". "Mas hoje é uma pessoa que conheço bem e muito admiro", acrescentou. "Estou muito contente", reforçou.
José Miguel Júdice abandonou a gestão da Frente Ribeirinha sem revelar as razões da sua decisão. "Vou escrever um livro para explicar tudo isto, que é um exemplo para o país", chegou a dizer.
O ex-bastonário da Ordem dos Advogados negou na altura que tivesse saído em ruptura com o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa. "Não saí em ruptura com ele, nem ele é culpado do que aconteceu", garantiu.
José Miguel Júdice foi convidado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, há mais de um ano para presidir à empresa que reabilitará frente Tejo da capital, uma obra que supostamente deveria estar concluída em Outubro de 2010, altura das comemorações do centenário da implantação da República.


