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Outros serviços municipais afectados por plenário de trabalhadores

Barreiro: autocarros pararam entre as 08h30 e as 11h30

19.04.2005 - 13:29 Por Lusa

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Os funcionários municipais pedem, entre outras coisas, apoio jurídico e meios de segurança Os funcionários municipais pedem, entre outras coisas, apoio jurídico e meios de segurança (Paulo Pimenta/PÚBLICO)
Os autocarros dos Transportes Colectivos do Barreiro (TCB) pararam hoje, entre as 08h30 e as 11h30, devido a um plenário dos trabalhadores municipais seguido de uma manifestação até aos Paços do Concelho.

Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), afecto à CGTP/IN, que convocou o protesto, registaram-se algumas perturbações nos serviços limpeza de ruas, água e saneamento, obras e trânsito.

Sem confirmar directamente estes dados, a Câmara do Barreiro considerou "normal que o plenário provoque perturbações nos serviços".

Macário Dias, dirigente do STAL, disse que foi aprovada em plenário uma resolução com as reivindicações dos funcionários, que foi entregue ao presidente do município, Emídio Xavier, que se comprometeu a agendar para a próxima semana duas reuniões com o STAL.

Uma das queixas do STAL era a recusa do autarca socialista em reunir-se com o sindicato desde Novembro, embora Emídio Xavier tenha declarado há um mês que se reunia "várias vezes com o STAL". "O facto de nos ter recebido e se ter comprometido a marcar duas reuniões para a semana é bastante positivo. Já valeu a pena o plenário e a manifestação", comentou o sindicalista.

Antes da entrega da resolução, "300 a 400" funcionários, de acordo com o STAL, seguiram em manifestação desde os locais do plenário até aos Paços do Concelho, onde permaneceram concentrados durante meia hora.

Entre as reivindicações dirigidas ao município constam a atribuição de apoio jurídico e meios de segurança aos motoristas, o pagamento do subsídio de turno do ano passado e o alargamento das dispensas graciosas (atribuídas quando o trabalhador precisa de tratar de assuntos pessoais sem ser penalizado no vencimento) a todos os funcionários.

Sem precisar números, o STAL tem alegado que os motoristas dos autocarros dos TCB "são agredidos quase diariamente", física e verbalmente, em algumas carreiras nocturnas que servem o concelho do Barreiro. Os trabalhadores reclamam também a progressão de carreiras de três em três anos para motoristas, auxiliares administrativos e agentes únicos.

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