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Construção da cidade lacustre de Vilamoura

Aves levam ambientalistas a ameaçar Governo

27.10.2009 - 11:29 Por Idálio Revez

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A associação ambientalista Algarve volta a questionar os impactes negativos da cidade lacustre de Vilamoura - projecto aprovado há 14 anos, mas que só em Setembro chegou à discussão pública.

Agora, em jeito de desafio à nova ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, os ambientalistas anunciam que ponderam a hipótese de avançar com uma queixa no Tribunal Europeu contra o Estado português por considerar que não estão garantidas as condições de defesa das aves.

Segundo aquela associação "prevê-se a destruição de uma parte do Caniçal de Vilamoura, integrado na Rede Ecológica Regional e reconhecido peloBird Life Internacional como IBA [Importante Área de Aves]", justifica João Santos, sublinhando que o Centro de Interpretação da Natureza, uma das medidas minimizadoras previstas no projecto Vilamoura XXI, "está abandonado, sem futuro que se veja".

A nova fase do projecto Vilamoura XXI é constituída por um complexo de comércio, habitação e turismo (com hotéis e aldeamentos turísticos, numa área de 168 hectares a norte da marina de Vilamoura, junto à ribeira de Quarteira. A cidade lacustre é constituída por um rede de lagos, ligados entre si por passeios ribeirinhos. A classificação IBA, invocada para contestar judicialmente o projecto, diz João Santos, "significa que se trata de uma zona que acabará por se tornar em Zona de Protecção Especial", de acordo com os princípios da Directiva Comunitária Aves. Por outro lado, Luís Brás, outro dos responsáveis desta associação ambientalista, disse à Lusa que este investimento avaliado em quase mil milhões de euros "passa por cima de tudo o que é condicionante ambiental" e constitui "uma dura machada na preservação dos habitats da região porque incide sobre a zona mais nobre de Vilamoura que consideramos já deveria ter sido classificada".

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