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Líder socialista elogia candidato do PS

Autárquicas: Sócrates propõe Assis contra “discurso da tanga” no Porto

11.05.2005 - 23:55 Por Lusa

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Francisco Assis: “gostaria que o que se passou no país também aqui acontecesse" Francisco Assis: “gostaria que o que se passou no país também aqui acontecesse" (Estela Silva/Lusa)
Na cerimónia de apresentação de Francisco Assis como candidato do PS à Câmara do Porto, o secretário-geral socialista, José Sócrates, tentou transferir para a autarquia a lógica de vitória que lhe deu a maioria absoluta nas legislativas, "colando" Rui Rio ao "discurso da tanga" de Durão Barroso.

O líder socialista considerou que nos últimos quatro anos o Porto viveu "uma gestão cinzenta" e que o discurso da câmara presidida pelo social-democrata Rui Rio foi "a versão local do discurso da tanga feito a nível nacional por Durão Barroso".

Sócrates considerou que o desafio do PS é agora o de "inverter esse ciclo de declínio, paragem e apatia" e de dar à Área Metropolitana do Porto e ao Norte "uma liderança política, com projectos de desenvolvimento".

Elogio a Assis

Para essa tarefa, Sócrates indicou Francisco Assis como o nome ideal, afirmando que o candidato do PS no Porto "é do melhor que o país político tem, com uma inteligência vibrante, culto, preparado, com experiência".

"Foi o mais jovem presidente de câmara do país, o mais jovem membro do secretariado nacional do PS, o mais jovem líder parlamentar do partido. É um talento da política", disse Sócrates, para quem "o Porto precisa de um político de primeiro plano".

O líder do PS salientou ainda as "qualidades humanas" de Assis, em particular a coragem, recordando "a forma como, em nome do PS, geriu o dossier de Felgueiras", nomeadamente quando, numa visita àquele concelho, foi agredido por dezenas de militantes socialistas.

Assis: “gostaria que o que se passou no país também aqui acontecesse"

O próprio Assis retomaria a "colagem" dos acontecimentos dos últimos meses em Portugal ao que espera vir a acontecer no Porto.

"Hoje existe em Portugal um Governo com rumo, e à sua frente está um homem com coragem e ousadia. Em poucos meses tudo mudou. Gostaria que o que se passou no país também aqui acontecesse", disse.

Assis admitiu que "sozinho" o PS não será capaz de vencer as eleições autárquicas de Outubro, mas realçou contar com "os homens e mulheres com coragem e sentido de responsabilidade, mesmo que nunca tenham sido próximos" deste partido.

Depois de desfeitas as esperanças numa coligação à esquerda com o PCP e o BE, partidos que para Assis "deveriam estar na oposição à maioria retrógrada e conservadora" que disse dominar a câmara, o candidato considerou que era tempo de não voltar a falar sobre o assunto.

"O que está em causa é saber se os portuenses querem uma cidade liderada por Rui Rio, com o projecto que se lhe conhece, ou comigo", disse.

Contra a promiscuidade com o futebol, mas a favor do diálogo

Francisco Assis afirmou ainda que, numa altura em que "quase parece proibido falar no FC Porto", não cederá a qualquer tipo de promiscuidade com o futebol, mas garantiu que se vencer as autárquicas irá promover o diálogo da Câmara com todas as instituições que projectam a cidade, incluindo as desportivas.

A apresentação da candidatura de Francisco Assis, que encheu o Pátio das Nações do Palácio da Bolsa, contou ainda com a presença do coordenador nacional autárquico do PS, Jorge Coelho, que não interveio.

Nuno Cardoso, líder da concelhia do Porto do PS, que nunca escondeu a sua pretensão em ser o candidato socialista à câmara portuense, encontra-se de viagem a Madrid.

Licenciado em filosofia pela Faculdade de Letras do Porto, Francisco Assis, 40 anos, foi professor antes de assumir, em 1989, com 24 anos, a presidência da Câmara de Amarante, cargo que ocupou até 1995.

Também em 1989 integrou a comissão política nacional e em 1992 tornou-se no mais jovem secretário nacional do partido.

Em 1997, com 32 anos, foi eleito presidente do grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, função que desempenhou até 2002, tendo no ano seguinte sido eleito presidente da federação distrital do Porto do partido.

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