Os autarcas, partidos e movimentos de cidadãos que têm contestado a instalação de portagens nas auto-estradas do Grande Porto iniciam este fim-de-semana vários protestos para sensibilizar o novo ministro das Obras Públicas.
Preocupado com a eventual instalação de portagens na A28, o presidente da Câmara de Vila do Conde, Mário Almeida, enviou um ofício ao ministro António Mendonça, para expor todo o processo. “Como é reconhecido, sempre afirmei, em nome pessoal e do município que represento, uma rejeição total a essa hipótese [portagens na A28], que tão gravosa seria para os vilacondenses e para todos os que cá investem ou trabalham”, afirmou Mário de Almeida.
No ofício, enviado quarta-feira, o autarca expos todas as questões relativas ao processo de instalação de portagens na A28, tendo feito o reenvio da comunicação emitida, a 27 de Dezembro de 2006, ao secretário de Estado então responsável por esta matéria.
Mário Almeida solicitou ao ministro António Mendonça a “conveniência de uma visita a Vila do Conde ou, na impossibilidade, uma reunião em Lisboa”.
Para sábado está marcada uma conferência de imprensa do Bloco de Esquerda, com a presença dos deputados João Semedo e Pedro Soares, onde o partido se manifestará “contra a introdução de portagens na A28”.
Também as Comissões de Utentes Contra as Portagens nas SCUTS (auto-estradas sem custos para o utilizador) do Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata convocaram para sábado uma reunião onde “será feito o ponto de situação sobre o processo em causa e decididas as medidas mais imediatas a serem tomadas face à nova realidade governativa”.
O Conselho Económico e Social (CES), criado pela Câmara de Viana do Castelo, informou hoje que “a luta contra a introdução de portagens na A28 será a primeira medida” a ser tomada. O CES prevê fazer “diversas diligências para agendar uma reunião com todos os presidentes de Câmara” das localidades atravessadas por aquela via rápida.
No programa de Governo apresentado segunda-feira foi reafirmada “a promessa de manter sem portagens as SCUT, na condição de que estas vias se situem em regiões com indicadores de desenvolvimento social e económico inferiores à média nacional e quando não existam vias alternativas”.


