O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, disse hoje que a praia fluvial de Fróia vai continuar aberta, apesar de um estudo da Deco/Proteste ter detectado salmonelas nas suas águas. O autarca afirmou que não recebeu qualquer informação da Deco a dar conta da situação e que análises realizadas no dia 25 de Agosto pela Sub-Região de Saúde de Castelo Branco "têm zero de salmonelas".
"A conclusão é 'boa qualidade' e nas salmonelas não registaram qualquer ocorrência", garantiu. Segundo João Paulo Catarino, a Câmara de Proença-a-Nova e o Centro de Saúde local "fazem análises todas as semanas e até hoje não foram detectadas" salmonelas na praia fluvial de Fróia.
"Acho muito estranho que eles com uma detectassem logo" as salmonelas, observou. "Acho muito estranho, mas é possível", considerou o autarca, indicando que quando ocorre precipitação, as análises "vêm sempre com resultados menos bons", desconhecendo se foi a condição registada no período em que a Deco efectuou a recolha, entre 18 e 28 de Agosto.
O autarca assegurou que têm sido feitas análises nas várias praias fluviais do concelho "e nunca houve a presença de salmonelas". O responsável garantiu que, apesar do estudo, a praia de Fróia vai "continuar a funcionar", embora os serviços da autarquia passem a "estar mais atentos" à vigilância da qualidade da água. "Mas, se fazemos recolhas semanais e não detectámos nada, não vejo razão para tomarmos qualquer medida" relacionada com a interdição do espaço, admitiu.
O autarca, que considera "estanho o facto de não ter recebido qualquer comunicado por parte da DECO" a dar conta da situação, assegurou que a autarquia irá "continuar a fazer análises de rotina". "Depois do dia 28 de Agosto já fizemos mais uma e vamos aguardar pelos resultados dela, mas não temos razão nenhuma para estarmos preocupados", concluiu João Paulo Catarino.
A Deco/Proteste analisou a água de 30 praias fluviais e encontrou salmonelas nas praias de Ana de Aviz (concelho de Figueiró dos Vinhos), Avô (Oliveira do Hospital), Fróia (Proença-a-Nova) e Louçainha (Penela), todas na Região Centro, segundo revelou hoje a associação de defesa do consumidor. A Deco refere, num comunicado hoje divulgado, que já alertou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), a Administração Regional de Saúde do Centro, os centros de saúde e as Câmaras Municipais das regiões afectadas, "pedindo medidas que protejam a saúde dos consumidores".


