Autarca de Loures preocupado com quantidade de armas existentes no concelho

19.08.2008 - 13:56 Por Lusa
O presidente da Câmara de Loures, Carlos Teixeira, mostrou-se hoje preocupado com as armas existentes no concelho, garantindo que as autoridades estão a estudar acções repressivas para apreender armamento ilegal.
Carlos Teixeira, que falou à imprensa à margem da campanha de prevenção da sinistralidade rodoviária no distrito de Lisboa, lamentou a existência de armas nas mãos de particulares, a propósito do incidente de domingo na Quinta do Mocho, no qual morreu baleado um jovem de 20 anos e quatro outras pessoas ficaram feridas.
Também presente na cerimónia, a governadora civil do distrito de Lisboa, Dalila Araújo, garantiu que, "apesar de não ser ainda visível", as forças de segurança já estão a actuar no que respeita às armas. "Os dados estão a ser averiguados e estudados e a polícia já está no terreno", disse a responsável, acrescentando que "no que respeita às armas também vai haver uma intervenção" das autoridades.
Sobre a morte do jovem na Quinta do Mocho, o presidente da Câmara de Loures lamentou que tal tivesse acontecido, mas disse ter sido uma situação "esporádica", uma vez que se trata de um "bairro calmo e seguro".
Carlos Teixeira acrescentou que as medidas de segurança no concelho vão aumentar em Setembro quando for assinado o Contrato Local de Segurança, estando prevista a construção de duas novas esquadras da PSP em Camarate e em Loures, bem como um quartel da GNR em Bucelas.
Sobre os bairros críticos do concelho, o autarca reconheceu que existem cinco casos preocupantes mas não quis especificar quais, limitando-se a dizer que se situam no eixo Apelação/Sacavém/Camarate.

