Associação ambientalista de Leiria defende ampliação do aterro da Valorlis

17.10.2006 - 18:17 Por PUBLICO.PT
A associação ambientalista Oikos, de Leiria, considerou hoje que a ampliação do actual aterro sanitário gerido pela Valorlis, cujo tempo de vida termina no segundo semestre de 2007, é a opção "mais favorável dos pontos de vista económico e ambiental".
Em comunicado, a associação lamenta que ainda não tenha sido tomada a decisão de ampliar o actual aterro ou construir um novo aterro, algo que, diz, poderá trazer "consequências graves do ponto de vista económico, social e ambiental".
Uma vez que já não é possível construir uma nova infra-estrutura que esteja concluída até ao segundo semestre de 2007, a Oikos receia que o tratamento de resíduos sólidos urbanos esteja comprometido.
No dia 1 de Julho deste ano, 200 populares e proprietários de terrenos próximos das instalações da Valorlis manifestaram-se em Leiria contra a continuação do aterro sanitário no concelho.
Em 1996, a Câmara decidiu que o prazo de validade do aterro seria de dez anos, sendo depois transferido para Pombal, no âmbito do sistema de tratamento de resíduos sólidos urbanos da Alta Estremadura.
No entanto, o executivo municipal anunciou recentemente que não iria ser feita a transferência e a empresa gestora do aterro, a Valorlis, comprou cerca de cem hectares para ampliar a área de armazenamento dos resíduos.
Os populares exigem o cumprimento do contrato de 1996, incluindo a rotatividade do aterro pelos concelhos implicados.
A Valorlis faz a recolha selectiva, triagem, valorização e tratamento dos resíduos sólidos urbanos dos seis concelhos que compõem a Alta Estremadura: Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós.

