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Caso da bandeira com suástica na origem da decisão

Assembleia da Madeira retarda emissões em directo na internet para poder cortar "cenas desprestigiantes"

03.12.2008 - 09:20 Por Tolentino de Nóbrega

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O presidente do parlamento madeirense, Miguel Mendonça, assumiu a responsabilidade pela adopção da medida preventiva O presidente do parlamento madeirense, Miguel Mendonça, assumiu a responsabilidade pela adopção da medida preventiva (Miguel Silva/Contraluz (arquivo))
A emissão online do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM) voltou ontem a ser retardada cinco minutos para permitir o corte de "cenas desprestigiantes" para este primeiro órgão do governo da região.

Negando tratar-se de "acto de censura", o presidente do parlamento madeirense, Miguel Mendonça, assumiu a responsabilidade pela adopção da medida preventiva. Justificou-a como forma de evitar a emissão de episódios como o protagonizado por José Manuel Coelho, ao desfraldar a bandeira com a cruz suástica quando intervinha na tribuna. O vídeo foi então divulgado pela edição online do PÚBLICO a partir da emissão em directo da própria parlamento disponível na Internet em www.alram.pt.

No dia seguinte, depois daquele deputado do PND ter sido impedido de entrar no parlamento, a transmissão do plenário foi abruptamente interrompida quando o líder da Nova Democracia, Baltazar Aguiar, irrompeu da galeria do público, com protestos contra a "imediata suspensão" do seu deputado. Esta decisão, proposta e aprovada pelo PSD, acabou por ser revogada, após ser unanimemente reconhecida como ilegal e inconstitucional e para travar a intervenção do Presidente da República.

Directo só para o PSD

"A décalage de cinco minutos é para que esse senhor deputado do PND não seja comandado à distância por terceiros, que do exterior seguiam a transmissão do plenário em directo", explicou o presidente do parlamento à RDP-M. "Não ando aqui para ver passar os navios", garantiu.

"Não é fundamental que a transmissão seja feita em tempo real", considera o presidente da assembleia que também mandou cortar a transmissão do circuito interno televisivo para os gabinetes dos grupos parlamentares da oposição e para a sala de imprensa, agora igualmente privada da emissão em áudio. Às imagens em directo apenas pode aceder-se nas instalações do PSD e dos colaboradores directos do presidente, dos quais parte a ordem de corte para a régie.

Contra esta situação, o PS apresentou um projecto de resolução que regula o "plenário online" e o portal da assembleia na Internet, sem cortes e nem atrasos. Determina que seja disponibilizado o sinal da rede interna de vídeo para efeitos da sua distribuição através das redes públicas e privadas de televisão por cabo, até agora interdito por decisão do próprio parlamento.

Para captarem imagens das sessões, as câmaras da RTP-Madeira e de outras televisões têm espaço obrigatório junto à bancada de imprensa, atrás das bancadas dos partidos da oposição, onde antes ficavam os deputados da maioria. Contrariando a tradição parlamentar que distribui os partidos consoante o seu posicionamento ideológico, o PSD decidiu, em anterior legislatura, passar da direita para a esquerda do hemiciclo para que os seus deputados sejam filmados de frente e os da oposição de costas.

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Madeira

Aqui concordo plenamente consigo Luís de Almada.Mas o que se passa na Madeira como aqui afirma é um ...

José Gonçalves

03.12.2008 17:07

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