Um grupo de quatro a seis indivíduos armados com pistolas e caçadeiras e disfarçados com cabeleiras assaltou esta manhã, por volta das 10h30, o Museu do Ouro de Viana do Castelo, inaugurado há menos de um mês, e uma ourivesaria contígua. O incidente fez quatro feridos, um dos quais em estado crítico.
Os quatro feridos estão a ser acompanhados no Centro Hospitalar do Alto Minho, mas apenas um está em estado "mais crítico", com uma lesão toráxica e outra na coluna, segundo fonte policial.
Um dos feridos é um agente da PSP, que foi atingido no abdómen quando perseguia os assaltantes, apresentando uma lesão toráxica. Os outros três feridos ainda estão a ser avaliados, mas não apresentam quaisquer lesões internas. Foi ainda assistida uma quinta pessoa, mas esta apenas com uma crise de ansiedade.
Os assaltantes faziam-se transportar numa carrinha roubada, de marca BMW e matrícula estrangeira, que viriam a abandonar e incendiar em S. Romão de Neiva, uma freguesia de Viana do Castelo.
Puseram-se depois em fuga num carro de marca Audi, também roubado, em direcção a Arcos de Valdevez.
O proprietário dos dois estabelecimentos, Manuel Freitas, disse que o valor do roubo "é incalculável", nomeadamente porque os assaltantes "limparam por completo" o Museu do Ouro, onde estavam patentes peças únicas, da sua colecção pessoal, construída ao longo de 50 anos.
Uma parte do ouro roubado foi entretanto recuperada, porque os assaltantes deixaram alguns objectos pelo caminho durante a fuga.
A Ourivesaria Freitas já tinha sido assaltada a 10 de Dezembro de 2003, ascendendo o valor das peças roubadas nessa altura a mais de 200 mil euros, segundo a estimativa do proprietário.


