• Roupa interior para se usar no exterior
  • É possível convencer uma cidade a andar de bicicleta?
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia

Actualização - Assalto em Almada

Assaltante do banco Santander tinha armas de plástico

18.08.2006 - 20:56 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Foi na altura da saída, quando o assaltante atirou as armas para o chão, que a polícia constatou que estas eram de plástico Foi na altura da saída, quando o assaltante atirou as armas para o chão, que a polícia constatou que estas eram de plástico (Tiago Petinga/Lusa)
O assaltante que hoje à tarde manteve quatro reféns durante um assalto a uma dependência do banco Santander, em Almada, utilizou duas armas de plástico, revelou o comando distrital da PSP de Setúbal.

O comandante distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal, intendente Matias David, afirmou que o assaltante, de 34 anos de idade, deverá ser ouvido pelo Tribunal de Almada no prazo legal de 48 horas, mas excluiu que isso aconteça ainda hoje.

Em conferência de imprensa realizada nas instalações da PSP do Pragal, Matias David disse que, às 15h05, a central da polícia de Almada recebeu uma chamada de uma mulher informando que estava a ocorrer um assalto no banco Santander, situado na Rua Luís de Queirós.

Três minutos depois, o assaltante, que estava encapuzado, saiu do banco com uma mochila com dinheiro roubado, cuja quantia a PSP não revelou, mas, ao avistar a polícia, voltou a entrar.

Foi nessa altura que o homem, residente no concelho de Almada, fez reféns os quatro funcionários do banco, entre os quais o gerente.

A polícia isolou o local e encetou negociações com o indivíduo, via telemóvel, uma operação que contou com a participação da Polícia Judiciária (PJ).

Três dos funcionários acabaram por sair das instalações ao longo da tarde, mantendo-se no interior o gerente, até ao final do assalto.

Assaltante detido três horas depois

O sequestro terminou às 18h45, quando dois negociadores, um da PSP e outro da PJ, entraram no banco, dominaram o suspeito e procederam à sua detenção.

O intendente Matias David revelou que o suspeito foi assumindo "algum nervosismo" durante as negociações e exigiu ser tapado com um casaco para sair das instalações do banco, já que tinha retirado entretanto o capuz.

Foi na altura da saída, quando o assaltante atirou as armas para o chão, que os elementos policiais presentes no local constataram que estas eram de plástico.

Questionado por que razão só ao fim de três horas e meia foi resolvida a situação, o comandante disse que "não é assim tão fácil lidar com este tipo de situações, dado que está em causa a integridade física de pessoas".

A polícia apreendeu também a mochila do assaltante, mas não revelou a quantia que se encontrava no interior.

O detido foi inicialmente levado para a divisão da PSP de Almada, mas posteriormente foi transferido para as instalações da Direcção-Central de Combate ao Banditismo da PJ de Lisboa.

A acompanhar a operação estiveram no local elementos do Grupo de Operações Especiais de prevenção, mas não houve necessidade de recorrer à sua intervenção.

Estatísticas

  • 11 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1267647

Comentário + votado