ASAE apreende 150 quilos de peixe ilegal espanhol no mercado de Quarteira 
02.06.2008 - 19:04 Por Lusa
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu esta manhã no mercado de Quarteira, no Algarve, 150 quilos de peixe espanhol ilegal, além dos 30 quilos de pescado que interceptou em condições impróprias para consumo.
A operação decorreu no quarto dia de greve dos armadores e pescadores, que está a afectar o sector do peixe fresco tanto em Portugal, como noutros países da União Europeia.
Os pescadores e armadores soldaram esta madrugada os cadeados dos portões do mercado de Quarteira, mas a meio da manhã militares da GNR interromperam aquela acção.
Cinco elementos da ASAE, coordenados pelo director regional no Algarve, desenvolveram ao longo de toda a manhã uma operação de fiscalização a 1200 quilos de peixe do mercado de Quarteira que se encontrava nas câmaras frigoríficas e carrinhas de peixeiros e detectou além dos 30 quilos de peixe impróprio para consumo, 150 quilos de peixe oriundo de Espanha.
"O peixe apreendido vai ser doado a uma instituição de solidariedade", garantiu à Lusa fonte do Ministério da Economia, acrescentando que apesar do pescado não apesar estragado, os proprietários dos 150 quilos de peixe não estavam inscritos como operadores e não podiam vender peixe espanhol em Portugal.
O peixe estragado que a ASAE fiscalizou - algumas unidades de safio - foi directamente deitado para dentro de um camião do lixo que passou junto ao mercado.
Durante a operação, a ASAE obrigou também a que mais de 40 caixas de peixe conservado em gelo fossem trasladadas de câmaras frigoríficas em más condições de higiene e segurança para a câmara frigorífica da Junta de Freguesia de Quarteira, localizada ao lado do mercado.
"Esta é uma situação onde todos têm razão, mas todos somos prejudicados", desabafou José Mendes, o presidente da junta, que acompanhou de perto a acção da ASAE.
Durante toda a operação da ASAE, que foi auxiliada por perto de 50 militares da GNR e corpo de intervenção, algumas dezenas de pescadores com bandeiras negras estiveram no local para mostrar indignação pelas condições de trabalho e pelos aumentos de combustíveis

