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António Costa pede “postura construtiva” sobre corte nas despesas com pessoal

30.11.2011 - 21:20 Por Lusa

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O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, pediu uma “postura construtiva e empenhada” aos sindicatos representativos dos trabalhadores na procura de uma solução para reduzir as despesas com pessoal já a partir de Janeiro.

“Não posso correr o risco de aumentar o endividamento ou de não poder pagar às pessoas aquilo a que têm o direito e expectativa”, disse o autarca socialista, na reunião pública de câmara, em resposta a um responsável do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

O presidente do município lisboeta explicou que os vencimentos do pessoal representam cerca de 52% da receita normal da câmara e disse ser obrigatório reduzir esta despesa em 2012, face à previsão de se acentuar a quebra de receita do Imposto sobre a Transmissão de Imóveis (IMT) e da derrama, que já se verificou este ano, com uma perda de 70 milhões de euros para o município.

“Nenhum de nós, com realismo, pode olhar para o próximo ano numa perspectiva de que a economia vai melhorar e a quebra na derrama e IMT vai inverter-se”, defendeu António Costa.

Face a esta perspectiva, o autarca quer “encontrar uma fórmula” para “aplicar logo em Janeiro”. Para já, António Costa decretou o corte nas horas extraordinárias e pediu a realização de um estudo sobre “duas medidas mais brutais” - a redução de um dia de trabalho semanal ou a eliminação da recolha de lixo ao sábado.

Estas são medidas que o autarca quer ter “em carteira” no caso de em 2012 ocorrer uma “situação calamitosa”. O presidente do município admitiu cortar a recolha de lixo ao sábado se, em Agosto do próximo ano, verificar nova quebra drástica da derrama: “Depois tenho a cidade a cair-me toda em cima”, desabafou.

Costa pediu uma “postura construtiva e empenhada” dos sindicatos, de forma a encontrar “uma fórmula sustentável para o município e que seja a melhor possível para os trabalhadores”.

O autarca lamentou que as horas extraordinárias sejam consideradas um complemento salarial e admitiu que o corte no pagamento do trabalho extra causa “sofrimento a muita gente”, mas é uma decisão que não é “tomada de ânimo leve”.

“Mas objectivamente não temos dinheiro para pagar”, disse.

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liderança executiva, precisa-se...

Existiram uns poucos dirigentes executivos, dados por controleiros e logo sabotados, porque ...

munícipe contribuinte

02.12.2011 14:51