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Anuidade actual ronda os 650 euros

Alunos da Escola de Educação de Coimbra protestam contra possível aumento de propinas

12.06.2007 - 15:10 Por Lusa

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Para o início do próximo ano lectivo põem a hipótese de novas formas de luta Para o início do próximo ano lectivo põem a hipótese de novas formas de luta (Sérgio Azenha/PÚBLICO (arquivo))
Três centenas de estudantes da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) participaram hoje num cordão humano contra o eventual aumento de propinas nos estabelecimentos que integram o instituto politécnico local.

"Estamos contra a intenção do Instituto Politécnico de Coimbra em declarar a propina única de 750 euros no próximo ano e 850 daqui a dois anos", disse Laurindo Filho, presidente da associação de estudantes da ESEC. Actualmente os 1749 alunos da instituição pagam 650 euros de propina anual.

Segundo o dirigente estudantil, o conselho de gestão do Instituto Politécnico de Coimbra anunciou em Abril a intenção de aumentar as propinas para 750 euros, mas o conselho geral do instituto, em parecer não vinculativo, rejeitou a pretensão de estabelecimento de uma propina única para todas as escolas da instituição. É aguardada agora a decisão final do conselho de gestão.

De mãos dadas e durante cerca de 30 minutos, o cordão de estudantes circundou a escola, mas acabaria por falhar "por pouco" o objectivo de envolver todo o quarteirão. "Temos aqui 350 alunos, penso que é um número muito bom, numa altura em que muita gente está em exames ou em estágio", afirmou o dirigente associativo.

Além do cordão humano, os estudantes da Escola Superior de Educação colocaram faixas negras em redor do estabelecimento de ensino — em luto académico simbólico — e estão a recolher assinaturas num abaixo-assinado contra o aumento das propinas.

Para o início do próximo ano lectivo põem a hipótese de novas formas de luta, não excluindo o encerramento das instalações da escola, decisão que terá primeiro de passar por uma reunião geral de alunos.

A iniciativa de hoje serviu ainda como protesto pelo novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado há um mês em Conselho de Ministros. O presidente da associação académica contestou o documento, frisando que "retira aos alunos a participação nos órgãos da escola". "É um autêntico atentado à democracia", acusou.

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Comentário + votado

É verdade sim senhora. Este presidente é profissio...

É verdade sim senhora. Este presidente é profissional de AE. Cinco anos seguidos como presidente ...

Anónimo

14.06.2007 17:19

X

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