Plano de mobilidade para a baixa de Lisboa

ACP interpõe providência cautelar caso plano mobilidade seja aprovado

24.05.2009 - 10:49 Por Lusa

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"É um projecto político do presidente da Câmara e do vereador Manuel Salgado, que não percebem nada de mobilidade", acusa Carlos Barbosa, presidente do ACP "É um projecto político do presidente da Câmara e do vereador Manuel Salgado, que não percebem nada de mobilidade", acusa Carlos Barbosa, presidente do ACP (Daniel Rocha (arquivo))
O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, reiterou hoje à Lusa a intenção de interpor uma providência cautelar para impedir a concretização do plano de mobilidade para a Baixa, caso seja aprovado na quarta-feira.

"Vamos esperar calmamente a votação e, caso seja aprovado, avançaremos com uma providência cautelar", disse Carlos Barbosa. Apesar de ter sido sujeito a discussão pública e terem sido introduzidas alterações, o presidente do ACP mantém que se trata de um "projecto utópico, irrealista e eleitoralista, que vai prejudicar os lisboetas e o comércio da Baixa".

"É um projecto político do presidente da Câmara e do vereador Manuel Salgado, que não percebem nada de mobilidade", acusou.

O ACP encomendou um estudo ao professor de Urbanismo e Transportes do Instituto Superior Técnico Fernando Nunes da Silva, que concluiu que o plano proposto pela Câmara terá "consequências muito gravosas", sobrecarregando as áreas envolventes à Baixa.

Segundo o estudo, divulgado em Janeiro, o corte de circulação proposto pela Câmara "iria ter consequências muito gravosas, tanto no que se refere à circulação na Baixa/Chiado, como na própria Avenida Infante D. Henrique e Avenida da Ribeira das Naus, onde os congestionamentos de tráfego entre Santa Apolónia e o Cais do Sodré passariam a ser uma constante".

As alterações propostas introduzem "fortes impactes negativos nos acessos às colinas adjacentes à Baixa, com particular realce para a zona do Chiado e para a zona servida pela Rua da Madalena (Castelo de S. Jorge/Graça)".

Nestes locais, "os acréscimos de tráfego poderão situar-se na ordem dos 600 a 900 veículos por hora nas vias que lhes dão acesso".

De acordo com o estudo, toda a malha envolvente ao Chiado pode vir a registar, no limite, "um acréscimo de 700 a 900 veículos/hora, com particular ênfase no período de ponta da tarde".

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Cautelares !

Não há dúvida de que esta coisa das Providências Cautelares deu no goto a muita gente ! Agora até ...

P. Santos

25.05.2009 00:39

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