Uma operação da PSP, GNR, SEF e ASAE colocou na madrugada desta quinta-feira 500 efectivos nas principais saídas e entradas no Porto com o objectivo de combater a criminalidade violenta, detectar fuga aos impostos e fiscalizar o trânsito.
A operação, que começou às 2h e se prolongou até às 6h, “prende-se com o facto de a polícia ter detectado nos últimos meses que alguma da criminalidade violenta se tem realizado de madrugada e utilizando as principais vias de acesso ao Porto como eixos de penetração, para cometerem os crimes e depois fugirem”, explicou o intendente da Polícia de Segurança Pública (PSP), Pedro Moura.
A criminalidade violenta a que a PSP se refere está relacionada, sobretudo, com roubos pelo método de carjacking, mas também com assaltos a ATM (multibancos) e furtos a estabelecimentos com máquinas de tabaco.
O tenente-coronel Ruas Moreira, da Guarda Nacional Republicana (GNR) do Porto, acrescentou, por seu turno, que a operação teve igualmente a missão de “detecção de fuga aos impostos, designadamente ao IVA”, e ainda “fiscalização rodoviária”.
“Queremos criar um sentimento de segurança à população”, disse o tenenete-coronel, acrescentando que a GNR, para além do efectivo do Comando Territorial do Porto, contou com o reforço da Unidade de Intervenção de Lisboa.
Seis auto-estradas controladas
A operação conjunta das quatro forças – participaram ainda elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) – desenrolou-se na área do Grande Porto, em seis auto-estradas: A1, A44, A20, A28, A4 e A3.
Os responsáveis pela acção admitiram que “é a primeira vez que uma operação desta dimensão e com a articulação e coloboração das quatro forças policiais acontece no Porto”.
Luís Frias, director do SEF no Norte do país, afirmou que a intervenção daquele serviço, com dez elementos, prendeu-se com a necessidade de analisar a situação documental de cidadãos estrangeiros detectados durante a operação.
A ASAE, por seu lado, colocou, nos vários postos de controlo da operação policial, 20 elementos: o objectivo principal era colaborar tendo em vista a “defesa do consumidor”, explicou Rute Serra, inspectora responsável da direcção regional do Norte da ASAE.


