Eleições legislativas

Votação no Iraque terminou, com 38 mortos de balanço

07.03.2010 - 09:12 Por Agências

  • de 0 notícias em Haiti
A votação para as segundas eleições legislativas no Iraque pós-Saddam já terminou, num dia marcado por ataques bombistas em várias cidades que fizeram pelo menos 38 mortos e 110 feridos.
Eleitor em Bagdad mostra o dedo tingido, prova de que já votou Eleitor em Bagdad mostra o dedo tingido, prova de que já votou (Kahtan al-Mesiary/REUTERS)

Dezanovne milhões de eleitores poderiam exercer o seu direito de voto até às 14h00 T.MG. (17h00) locais. Pode demorar ainda três dias para haver resultados, mas são aguardados com muita expectativa tanto pela Administração norte-americana – que planeia reduzir a metade os efectivos militares no Iraque nos próximos cinco meses – e também pelas companhias petrolíferas, que pretendem investir muitos milhões de dólares no país.
As explosões ocorreram perto de assembleias de voto, naquilo que parece ser um esforço organizado para destruir aquelas que são as segundas eleições legislativas desde o derrube de Saddam Hussein, com a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

O ataque que fez mais vítimas ocorreu em Bagdad, onde morreram 25 pessoas, quando uma bomba destruiu um edifício de apartamentos. Outras quatro pessoas foram mortas numa explosão num outro edifício residencial. Ainda na capital, com sete milhões de habitantes, um rocket matou mais outras quatro pessoas.

Fontes oficiais e testemunhas nos locais dão conta da explosão de cargas de morteiro, rockets e bombas de beira de estrada em praticamente todo o país.

O porta-voz para a segurança de Bagdad, o major-general Qassim al-Moussawi, disse à Reuters que a cidade está em estado de combate. “Estamos a combater no terreno e os nossos homens estão à espera do pior”, disse. A maior parte das morteiros e rockets foram disparados de distritos habitados por sunitas dentro e à volta de Bagdad.

Grupos militantes islamistas sunitas ameaçaram lançar o caos ao longo de todo o dia de hoje, num renovado desafio aos esforços de estabilização de segurança no país, antes da retirada das cerca de 96 mil tropas norte-americanas do terreno, até ao final de 2011.

O chamado Estado Islâmico do Iraque, grupo afiliado à organização terrorista Al-Qaeda, instara todos os iraquianos a não votarem e prometeu atacar todos quantos desafiassem essa ameaça.

Apesar da vaga de violência e o elevado risco de segurança, as autoridades decidiram levantar a proibição de circulação de automóveis – que visa prevenir os atentados com carros armadilhados – umas quatro horas após a abertura das assembleias de voto. A proibição mantém-se, porém, no que respeita a autocarros e camionetas

Notícia actualizada às 16h01


  • 540 leitores
  • 21 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1425918

Comentário + votado

Pois

A realização de eleições democráticas é um bom passo para a ...

JN-Amadora

07.03.2010 15:16

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.