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Projecto quer promover as universidades portuguesas nos EUA

26.10.2011 - 18:35 Por Rafaela Freitas

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Actualmente, Portugal recebe cerca de 200 alunos norte-americanos por ano Actualmente, Portugal recebe cerca de 200 alunos norte-americanos por ano (Nuno Ferreira Santos)
As universidades portuguesas querem receber mais estudantes norte-americanos. Porque têm “capacidade” e “prestígio”. O programa Study in Portugal, apresentado hoje em Lisboa, tem como missão a projecção do ensino português nos EUA e resulta da visão partilhada por cinco instituições nacionais.

A Fundação Luso-Americana (FLAD), o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), a Comissão Fulbright Portugal, o Turismo de Portugal e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) são os parceiros nesta iniciativa que pretende aumentar o número de alunos norte-americanos que escolhem fazer a sua formação em universidades portuguesas. “Há um enorme potencial de crescimento associado às características do nosso sistema de ensino”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, presidente da FLAD, “mas muito trabalho para fazer”.

Segundo a ex-ministra da Educação, a internacionalização do ensino universitário português é uma meta ao alcance deste projecto. Actualmente, Portugal recebe cerca de 200 alunos norte-americanos por ano, um número que Maria de Lurdes Rodrigues considera aquém daquilo que pode ser feito. Mesmo num período de crise, a presidente da FLAD acredita que é possível colocar Portugal na rota destes estudantes e sublinha a importância da iniciativa num momento como este.

Eurico Brilhante Dias, administrador executivo da AICEP, avançou que esta oportunidade de internacionalização do ensino superior é “uma parte importante da capacidade que o país vai ter, num futuro próximo, para concorrer num mercado exigente”. Para o dirigente da AICEP, este é o “caminho de qualificação” que Portugal deve tomar para que haja um “enriquecimento da oferta nacional”. Uma opinião partilhada por António Rendas, presidente da CRUP, que salientou a importância de desafios externos como este.

Maria de Lurdes Rodrigues apontou ainda as vantagens de estudar em Portugal, como o custo de vida inferior, a segurança e o prestígio das instituições portuguesas. Para David Emmerman, estudante e investigador norte-americano em Portugal, foi o êxito da pesquisa nacional na sua área que o motivou a sair dos EUA. “Sempre soube que queria vir para cá para trabalhar na área das energias renováveis”, afirmou David, que considera Portugal “um óptimo sítio para estudar”. Está no país há um mês, na Universidade da Beira Interior na Covilhã, com uma bolsa atribuída pela Fulbright.

Segundo dados do Institute of International Education, o perfil deste estudante afasta-se do típico aluno norte-americano que vai para o estrangeiro estudar. Ciências sociais, gestão ou humanidades são as áreas com mais expressão, refere o estudo. Entre os países mais concorridos estão a Itália, Espanha e França. Portugal é o 23º país mais escolhido pelos norte-americanos, o que, disse Otília Reis, directora executiva da Fulbright, “está muito abaixo das capacidades das universidades portuguesas”.

A primeira acção prevista no âmbito do projecto Study in Portugal pode alterar, já no próximo ano, esta realidade. O objectivo, avançou Otília, é reunir condições para que Portugal participe na conferência anual da Association of International Educators (NAFSA), a feira do ensino superior com maior projecção nos EUA. Um evento em que conta com universidades de mais de 100 países de todo o mundo e que recebe mais de 8000 participantes por ano. O objectivo é unir forças para que haja um Pavilhão de Portugal em 2012.

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Só podem estar a

Só podem estar a gozar com o pagode ou então temos mais um esquema para dar "emprego" e dinheiro a ...

Anónimo

28.10.2011 19:40

X

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