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Educação

Fenprof requer execução da sentença judicial que obriga a abolir avaliação do concurso

05.05.2010 - 16:30 Por Lusa

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A Fenprof alega que o ministério desobedeceu a ordem legal A Fenprof alega que o ministério desobedeceu a ordem legal (Nelson Garrido)
A Fenprof requereu hoje ao tribunal a execução imediata da sentença que obriga o Ministério da Educação a abolir a avaliação de desempenho do concurso de professores, alegando que a tutela publicamente desobedeceu à decisão judicial.

"Perante o acto de desobediência assumido pelo Ministério da Educação, que até hoje de manhã não aboliu do formulário electrónico os campos referentes à avaliação de desempenho (campos 4.5.1 e 4.5.2), a Fenprof já requereu, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, a execução imediata da sentença", afirma a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) em comunicado.

A Fenprof alega que, com este procedimento, o Ministério da Educação "incorre em responsabilidade civil, criminal e disciplinar e de forma agravada pelo facto de, publicamente, os seus responsáveis assumirem aquele ato de desobediência".

Entretanto, o Ministério da Educação afirmou que só foi notificado hoje sobre a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja relativa à consideração da avaliação de desempenho no concurso de professores e remeteu para mais tarde qualquer comentário.

“O Ministério da Educação só foi notificado hoje. Qualquer comentário só depois de analisada a decisão”, disse à agência Lusa fonte do gabinete da ministra Isabel Alçada.

A Provedoria de Justiça anunciou também hoje ter aberto um processo, englobando uma queixa da FENPROF, uma da Federação Nacional da Educação (FNE) e outra de um professor, sobre o mesmo assunto, a consideração da avaliação de professores no último concurso de pessoal docente.

O provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa, esclarece que ainda não tomou qualquer decisão final sobre tais queixas e que aguarda o pronunciamento solicitado à ministra da Educação.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja decretou na terça-feira uma providência cautelar no sentido da não consideração da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores.

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Comentário + votado

Triste, muito triste!

Quando num Estado de direito se tem de recorrer aos tribunais contra a irresponsabilidade do ...

pedro1970

05.05.2010 20:09

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