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Voluntários podem contribuir para mais leitura nas escolas

22.10.2009 - 13:33 Por Lusa

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Comissária do PNL considera que não é difícil formar voluntários Comissária do PNL considera que não é difícil formar voluntários (LR/Arquivo)
O Plano Nacional de Leitura (PNL) e o Observatório da Língua Portuguesa (OLP) vão desenvolver um projecto de voluntariado em instituições, como escolas e bibliotecas, para estimular a leitura em parceria entre adultos e crianças.

“É uma área importante de cidadania em que as pessoas podem ajudar os outros a ler mais e melhor”, explica Isabel Alçada, comissária do PNL, realçando que já existem no nosso país diversos projectos de voluntariado de leitura m várias áreas, nomeadamente o apoio à leitura junto de crianças e adultos hospitalizados.

De acordo com a responsável, o voluntariado será organizado pelo OLP e cabe ao PNL “ajudar os profissionais a gerir o acolhimento do voluntariado pelas instituições com que trabalha - jardins de infância, escolas e bibliotecas -, de forma a que as pessoas sejam incentivadas a ir”. “Nesta situação dos voluntários irem às escolas ler com as turmas, o que o PNL pode fazer é ajudar a organizar esse acolhimento, enquanto o Observatório ajuda a encontrar pessoas responsáveis e idóneas que queiram ir ler”, destaca Isabel Alçada.

A responsável salienta que cabe ao PNL dar formação aos voluntários, o que não considera difícil. “Haverá uma pequena formação, mas, na verdade, para ler com crianças basta pegar num livro e ler a história, estar atento à criança, ver se ela está a aderir e mostrar-lhe os desenhos, pô-la ao colo quando ela é pequenina, tê-la ao lado quando é maior, basta que a pessoa goste de ler, goste de livros e acima de tudo que goste de crianças”, considera.

Três anos em balanço

No âmbito deste projecto, os voluntários poderão ir a escolas e bibliotecas fazer sessões de leitura em voz alta. “A leitura em voz alta para grupos também é muito favorável, porque está demonstrado que a oralidade é um factor de domínio da linguagem. A leitura, em grande medida, assenta no domínio que as pessoas têm da linguagem oral: quanto mais se fala bem melhor se lê, quanto melhor se lê mais se fala bem”, realça.

O PNL apresenta hoje e sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um balanço de três anos de actividade, salientando alguns dos vários projectos desenvolvidos a nível nacional para a promoção da leitura.

Entre estes, Isabel Alçada destaca o projecto Crescer a Ler, em colaboração com a Associação Portuguesa de Educadores de Infância, que aderiu ao Programa Start Book e vai dar um livro a cada criança portuguesa, “porque está demonstrado que receber livros gratuitamente em determinado ponto da vida estimula a leitura em família e incentiva o gosto pelo livro”.
Destacou também um programa que permite às pessoas em formação nas Novas Oportunidades requisitarem livros que podem ler em casa com os filhos; e o Ler + Dá Saúde, um projecto desenvolvido por médicos pediatras e de clínica geral junto das famílias, assente no princípio de que ter hábitos de leitura promove o desenvolvimento infantil.


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