• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter
  • Haiti: Um terramoto de 500 anos - Paulo Moura, em Port au Prince
  • Houston, temos um problema, disse Obama

Pedida cessação do pagamento de suplementos remuneratórios a dirigentes

Tribunal de Contas detecta irregularidades na gestão do Instituto Superior Técnico

13.12.2008 - 11:29 Por Lusa, Bárbara Wong

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
  • 1 de 1 notícias em Educação
O Tribunal de Contas (TC) detectou irregularidades na gerência de 2006 do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST), em Lisboa, e apresentou dez recomendações, entre as quais a cessação do pagamento de suplementos remuneratórios a dirigentes e membros dos órgãos de gestão.
Em 2006, a receita global do IST ascendeu a 124,480 milhões de euros, dos quais 40 por cento eram do Orçamento do Estado Em 2006, a receita global do IST ascendeu a 124,480 milhões de euros, dos quais 40 por cento eram do Orçamento do Estado (Daniel Rocha (arquivo))

Matos Ferreira, presidente do IST, sublinha que da auditoria realizada “não foi detectada qualquer situação que configurasse desonestidade ou indevida apropriação individual ou colectiva de bens ou dinheiros públicos” e lembra que 60 por cento do orçamento do IST é de receitas próprias angariadas através da actividade dos professores e trabalhadores não docentes em projectos de investigação, bem como de prestação de serviços. “Os pagamentos são feitos com receitas próprias, são aprovados pela Assembleia de Representantes do Técnico e temos autonomia universitária para o fazer”, justifica. No entanto, o Técnico “procedeu a inúmeras alterações de procedimentos” depois de feita a auditoria, “tendo ido ao encontro de inúmeras sugestões apresentadas.”

No relatório hoje divulgado, o TC refere que a conta do IST “apresenta erros, lapsos e omissões de natureza contabilística e incorrecções”. O TC considera ilegal o pagamento de prémios a docentes e a não docentes e recomenda que sejam suspensos. Matos Ferreira explica que são compensações devidas a quem acumula funções e que estas existem desde 1990, estão previstas nos estatutos homologados e publicados em Diário da República. Noutras auditorias, esta questão “nunca foi contestada, nem as remunerações consideradas ilegais”, refere.

O TC defende que o “reembolso e adiantamentos a fornecedores” sejam feitos “apenas nos termos legalmente previstos” e que “os protocolos, suportados em relatórios de execução, sejam devidamente justificados em documentos de despesa”. A definição de um sistema de controlo interno que garanta a salvaguarda dos activos, a legalidade e a regularidade das operações, a integralidade e exactidão dos registos contabilísticos e a eficácia da gestão e a qualidade da informação, são outras das recomendações. “Parece que o dinheiro desaparece sem justificações e isso não aconteceu”, reage Matos Ferreira que classifica o relatório como de uma “ortodoxia burocrática” que não faz sentido numa instituição com a dimensão do IST. “É preciso uma maior flexibilidade, a escola gere as receitas com responsabilidade”, declara. O TC sugere ainda que o IST regularize os fundos de maneio e o saldo negativo de operações de tesouraria.

O Técnico é uma pessoa colectiva de direito público, com autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa e financeira, integrado na Universidade Técnica de Lisboa (UTL). Conta com cerca de dez mil alunos, 900 professores, 200 investigadores e 600 trabalhadores não docentes. Ao todo, tem 29 institutos e centros de investigação, 2500 projectos activos e várias dezenas de cursos.

O conselho directivo do IST pode autorizar despesas para a aquisição de bens e serviços e o reitor da UTL subdelegou competências no presidente do Técnico até um milhão de euros. Em comunicado à imprensa, o IST explica que quanto à actividade burocrático.administrativa são tratados anualmente 50 mil documentos contabilísticos e que são emitidas cerca de 30 mil ordens de pagamento. A direcção lembra ainda que entre 2001 e 2007 conseguiu ultrapassar “uma situação financeira desesperada com dívidas a fornecedores superiores a dez milhões de euros e com dívidas fiscais superiores a um milhão de euros”.

Em 2006, a receita global do IST ascendeu a 124,480 milhões de euros, dos quais 40 por cento eram do Orçamento do Estado (OE) e do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), 35 por cento do auto-financiamento e 25 por cento da União Europeia. Segundo o relatório, a despesa foi de 99.707.191 euros, sendo metade assegurada pelo OE e PIDDAC, 35 por cento do auto-financiamento e 15 por cento da UE.

  • 103 leitores
  • 55 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1352960

Comentário + votado

Este país não é para o IST

Se a banca dá desfalques, injectem-se mais uns milhões dos contribuintes... Se as gasolineiras não ...

MJR

17.12.2008 20:32

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.