Seguindo proposta da PGR

Tipificação de bullying como crime na violência escolar vai avançar

30.03.2010 - 15:46 Por Lusa

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A PGR quer ampliar a denúncia obrigatória dos casos de agressão por parte dos responsáveis das escolas A PGR quer ampliar a denúncia obrigatória dos casos de agressão por parte dos responsáveis das escolas (Paulo Pimenta)
O Governo vai avançar com a tipificação do bullying como crime no âmbito da violência escolar, acompanhando uma proposta da Procuradoria-Geral da República apresentada nesse sentido, anunciou a ministra da Educação.

Em declarações à entrada para a Comissão de Educação da Assembleia da República, onde está esta tarde a ser ouvida, Isabel Alçada anunciou que os ministérios da Educação e da Justiça têm vindo a trabalhar nesse sentido. “Há vantagem em tipificar e vamos acompanhar essa proposta do procurador-geral da República e propor ao Conselho de Ministros”, indicou.

Questionada sobre se o mesmo documento também vai definir as agressões a professores como crime público, Isabel Alçada afirmou que esse já é “o ponto de vista” da tutela. “Temos feito várias consultas e os juristas tendem, de uma maneira geral, a considerar que se trata, na verdade, de um crime público. Não só contra professores, mas contra todos os elementos da comunidade educativa”.

A Procuradoria-Geral da República disse ontem que quer definir o bullying como um crime, no âmbito da violência escolar, e ampliar a denúncia obrigatória por parte dos responsáveis das escolas. Segundo a Procuradoria, apesar de “grande parte da jurisprudência” já considerar os ilícitos ligados à “violência escolar” como crimes públicos, “interessa abranger na ‘violência escolar’ ilícitos que até agora dificilmente se podem considerar tipificados, tal como é o caso do school bullying”.

Num estudo sobre violência escolar entregue aos ministérios da Educação e da Justiça, a Procuradoria defende a “ampliação dos deveres de denúncia obrigatória dos responsáveis das escolas, direcções regionais de educação e titulares de funções inspectivas na Inspecção-Geral de Educação”. Assim, defende que sejam participados “todos os factos qualificados como crimes” cometidos em ambiente escolar ou de que sejam vítimas membros da comunidade escolar.

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