Sofia, do 2.º ano, entrou hoje numa "escola grande" para fazer o teste intermédio de Matemática

08.06.2011 - 15:36 Por Lusa
Sofia entrou hoje na escola EB1 da Torrinha, Porto, pela segunda vez. A frequentar o ensino doméstico, esta sua deslocação aconteceu para que, com os alunos do 2.º ano, realizasse o teste intermédio de Matemática.
Depois de na semana passada ter tido a sua estreia numa “escola grande” para o teste intermédio de Português, Sofia, de sete anos, regressou esta manhã ao local para fazer um teste “fácil”, que tinha “uma pergunta sobre cartas, tinha quadradinhos e uma folha com quadrados e rectângulos”.
Na EB1 da Torrinha, cerca de cem alunos de sete e oito anos realizaram aquele teste “com gráficos e contas” que, apesar de ser facultativo, chegou esta manhã a 793 escolas e agrupamentos do país.
De acordo com o Ministério da Educação (ME), com estes testes intermédios destinados a crianças do 2.º ano “visa-se um diagnóstico precoce das dificuldades dos alunos, que permita uma intervenção pedagógica e didáctica mais eficaz”.
A mãe da Sofia, Maria Fernanda, afirmou à agência Lusa que a filha “não estava nervosa, mas também não tinha bem consciência daquilo que ia fazer”.
Para a Sofia, aquele teste, diferente dos que costuma fazer, já que os pais são responsáveis pelo seu ensino obrigatório, “foi fácil” e até lhe permitiu sair a despedir-se do "Rodrigo", um colega da turma que a acolheu para o efeito.
Também Filipa disse à Lusa que o teste “correu muito bem”, porque tinha “uns gráficos e problemas”.
O Zé não parecia tão animado como a Filipa à saída da escola, pelas 12:00, tendo considerado a prova “mais ou menos fácil” e lamentou que a professora não estivesse a seu lado para dar uma ajuda.
“Tivemos o teste com outras duas professoras da escola”, disse, desconhecendo, certamente, que “os testes são corrigidos e classificados pelo professor da turma”, como referem as indicações do ME.
“Os critérios de classificação e os resultados devem ser objecto de análise e/ou de interpretação pelos professores, visando-se, em cada momento, a prossecução das finalidades do projecto”, acrescenta a informação divulgada pela tutela.
Este teste também correu “mais ou menos” à Rita, que referiu à Lusa que a prova de Matemática só tinha “problemas e contas” e admitiu ter gostado mais da de Português, “porque foi mais fácil”.
A informação reunida nestes testes intermédios do 2.º ano “poderá ser comunicada aos encarregados de educação, naturalmente integrada no processo mais vasto de partilha da informação de final do ano lectivo, mas, fundamentalmente, deverá contribuir para a preparação do próximo ano lectivo”, salienta o ME.

