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Líder do PS lança agenda eleitoral

Sócrates promete bolsas de estudo entre os 15 e os 18 anos e pré-escolar obrigatório

01.03.2009 - 14:53 Por São José Almeida, Nuno Simas

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A criação de bolsas de estudos para alunos que precisem e que tenham aproveitamento escolar acompanhará o alargamento do ensino obrigatório aos 12 anos de escolaridade na próxima legislatura, caso o PS ganhe as legislativas, prometeu hoje José Sócrates ao encerrar o XVI Congresso do PS, em Espinho.
A segunda novidade do discurso do líder socialista foi a futura obrigação legal da frequência do pré-escolar A segunda novidade do discurso do líder socialista foi a futura obrigação legal da frequência do pré-escolar (Nélosn Garrido)

A segunda novidade do discurso do líder socialista foi a promessa de que, assim que ficar terminada a rede de creches (que está perto da finalização, garantiu), o Governo por si liderado que sair das legislativas de 2009, irá proceder à “consagração da obrigação legal da frequência do pré-escolar”.

José Sócrates lançou o início da campanha eleitoral, tendo como pano de fundo do palco a palavra de ordem “Vencer 2009”, proferindo um discurso de apelo a que o eleitorado vote no PS nas europeias, nas autárquicas e nas legislativas. Mas mais do que pedir o voto, José Sócrates fez um veemente pedido de que os eleitores atribuam de novo a maioria absoluta ao PS.

E apresentando como alternativa à sua governação as forças políticas que governaram no passado e “falharam”, José Sócrates insistiu na ideia de que só com maioria absoluta há “estabilidade e governabilidade”, alertando: “O que o país não precisa é de somar a crise política à crise económica e social”.

Lembrada gafe de Ferreira Leite sobre a suspensão da democracia

Atacando directamente a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, embora sem a nomear, José Sócrates afirmou que era no Congresso que começava a “legitimidade democrática” do PS, e que “só não compreende isso quem tem uma visão pobre e redutora da democracia”. Lembrou de seguida que Portugal esteve representado hoje pelo ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, na cimeira informal em Bruxelas.

E rematou lembrando a gafe de Manuela Ferreira Leite ao ironizar sobre a suspensão da democracia: “Bem sei que há quem tenha perguntado se não seria melhor a democracia ficar suspensa seis meses.” E concluiu que, para o PS, a democracia existe todos os dias” e “não tira férias nem tira folgas”.

Antes de José Sócrates discursar, António Almeida Santos, presidente do partido e do Congresso, anunciou os resultados das votações. Assim, a lista de José Sócrates à comissão nacional recolheu os votos da esmagadora maioria dos delegados ao congresso nacional do PS, com 1131 votos (89 por cento), deixando a larga distância a lista de António Fonseca Ferreira, que recolheu 139 votos (menos de 10 por cento).

A moção de José Sócrates “PS: A Força da Mudança” venceu por esmagadora maioria, com 1094 votos a favor, apenas um contra e 13 abstenções. A moção alternativa, “Mudar o PS. Para mudar Portugal”, de António Fonseca Ferreira, obteve 34 votos a favor, 950 contra e 124 abstenções.

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