Sócrates diz que maioria dos autarcas apoia Governo no início do ano lectivo

08.09.2010 - 12:15 Por Filomena Fontes, Com Lusa
Reagindo à polémica sobre o encerramento de escolas, o primeiro-ministro desvalorizou hoje de manhã a oposição de algumas autarquias que recusaram fechar estabelecimentos de ensino. "Os autarcas foram os primeiros a perceber o quão importante esta era reforma. Sei que há excepções mas pouco me preocupam. A maior parte dos autarcas esteve ao lado do Governo", afirmou José Sócrates esta manhã em Paredes.
O ano lectivo inicia-se hoje oficialmente, mas algumas autarquias mantêm a recusa em encerrar as suas escolas, apesar da determinação do Ministério da Educação nesse sentido e de os respectivos professores já terem sido colocados nos centros educativos para onde os alunos deveriam ser transferidos.
José Sócrates respondeu hoje de manhã, em Paredes, a este polémica, lembrando que "o segredo do sucesso desta reforma complexa de reestruturação da rede escolar com a concertação com as autarquias". O primeiro-ministro aproveitou ainda para deixar outro recado referindo que "o dever de um Estado moderno é garantir boa educação para todos: É isto que diz a Constituição portuguesa". E concluiu: "Só a escola pública oferece igualdade de oportunidades. O ideal mais nobre de uma democracia é que todos tenham acesso ao conhecimento".
Isabel Alçada, ministra da Educação, também reagiu à polémica sobre o encerramento das escolas mas de forma mais moderada. Adiantando que a Associação Nacional de Municípios (ANMP) já pediu uma reunião, a governante disse estar disposta a "continuar a fazer todo o trabalho que tem vindo a ser feito com as autarquias". "O mais importante é oferecer as melhores escolas às crianças", referiu.
Também o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) se pronunciou hoje sobre este conflito com a ANMP, considerando ser “inaceitável que no meio desta luta fiquem crianças". “Quando a lista [das escolas a encerrar] saiu, ou logo no dia a seguir, [os autarcas] poderiam ter dito que as escolas não iam fechar. É lamentável que esperem pelo início do ano lectivo para fazer esse anúncio e que usem crianças para fazer guerra politica”, afirmou.

