O primeiro-ministro afirmou hoje em Faro que a aprovação de um novo curso de Medicina no Algarve decorre da importância que o próprio tem para o país e da sua qualidade, não tendo como objectivo "satisfazer uma região".
“É aprovado porque é inovador, tem qualidade e vai contribuir para melhorar a educação de Medicina no país", declarou José Sócrates durante uma sessão dedicada ao tema "Parcerias estratégicas na área da saúde", que teve lugar esta tarde na Universidade do Algarve e que serviu para apresentar oficialmente o novo curso de Medicina.
O curso começará a funcionar em Setembro de 2009 e terá uma duração de quatro anos, "na sequência de um primeiro ciclo de três anos de licenciaturas em ciências relacionadas com a saúde", segundo o Governo. O novo curso de Medicina da Universidade do Algarve será o primeiro a destinar-se exclusivamente a alunos já licenciados numa das ciências relacionadas com a saúde.
José Sócrates recusou os aplausos dirigidos ao Governo por parte das autoridades locais e sublinhou que o mérito de aprovação do curso vai "inteirinho para a Universidade do Algarve", que conseguiu reformular a proposta inicial apresentada em 2006 e chumbada pela comissão que a avaliou.
"Reagiram como pessoas nobres, não choramingando, não criticando, mas fazendo melhor", afirmou o primeiro-ministro, reiterando que o curso é um importante contributo para o país, onde, admitiu, há falta de médicos."É preciso tomar medidas urgentes e este curso é uma delas", disse, observando que nos últimos três anos o número de vagas para Medicina aumentou 36 por cento.
O Governo quer que o novo curso de Medicina da Universidade do Algarve comece a funcionar em Setembro de 2009 e que em três anos seja frequentado por 120 novos alunos por ano.


