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Primeiro-ministro pede qualificação urgente

Sócrates alerta que só existem 20 por cento de licenciados na população activa portuguesa

21.11.2005 - 17:45 Por Lusa

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Sócrates acredita que a estratégia para o desenvolvimento do país é a qualificação dos portugueses Sócrates acredita que a estratégia para o desenvolvimento do país é a qualificação dos portugueses (João Relvas/Lusa)
Apenas 20 por cento da população activa portuguesa tem habilitação superior ao ensino secundário, alertou hoje José Sócrates. O primeiro-ministro apelou a uma urgente qualificação dos portugueses e a dar prioridade à “batalha da educação” em nome do crescimento com sucesso.

“Não podemos ter crescimento e ter sucesso com estes números", disse José Sócrates, salientando que “a estratégia para o desenvolvimento em Portugal é a qualificação dos portugueses”.

José Sócrates, que falava durante a apresentação da avaliação internacional do sistema de ensino superior português, hoje em Lisboa, considerou que o maior obstáculo é que "a estratégia orientada para a qualificação dos portugueses não produz resultados eleitorais", pois precisa de esperar pelo "médio prazo" e este é um tempo "demasiado longo para a maioria dos políticos".

Referindo-se ao sistema de avaliação apresentado ao país, o chefe do executivo considerou que "este é um momento muito importante porque a atitude de avaliação encerra o sentimento de um país que quer melhorar".

"Queremos ser avaliados porque não estamos satisfeitos, queremos melhorar e ir mais além. É isto que representa esta vontade, esta cerimónia e esta avaliação", disse.

Referindo-se ao facto de o processo de avaliação ser por enquanto voluntário, o primeiro-ministro manifestou a certeza de que nenhuma universidade quererá ficar de fora e de que todas irão demonstrar "abertura mental para a mudança e para a melhoria".

José Sócrates reconheceu que Portugal parte "já um pouco tarde" e que precisa de andar mais depressa, mas sublinhou a importância de "mudar com urgência sem fazer asneiras", o que se consegue com "pequenas mudanças que melhoram o conjunto".

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Licenciados para quê?

Quando já há milhares de licenciados no desemprego, o primeiro ministro quer mais licenciados? O ...

Anónimo

21.11.2005 19:58

X

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