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Todos os professores avaliados com "Bom" devem poder chegar ao topo da carreira, exigem sindicatos

Sindicatos partem para últimas reuniões com esperança num acordo na Educação

07.01.2010 - 09:31 Por Graça Barbosa Ribeiro

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Isabel Alçada pediu uma reunião extraordinária com os sindicatos Isabel Alçada pediu uma reunião extraordinária com os sindicatos (Pedro Cunha)
Hoje, ao contrário do que é habitual, as reuniões dos responsáveis pelo Ministério da Educação (ME) com os representantes dos vários sindicatos de professores não decorrerão de forma consecutiva, ao longo do dia, mas sim em simultâneo. Às 10h iniciam-se quatro reuniões em outras tantas salas e quem vai circular por elas, na tentativa de construção de um consenso, são os representantes do ME. Bom sinal? Os dirigentes sindicais acreditam que sim, mas vão avisando que não abdicam da reivindicação principal: todos os professores avaliados com "Bom" devem poder chegar ao topo da carreira.

Há uma semana, naquela que supostamente seria a última ronda negocial sobre o estatuto da carreira e o modelo de avaliação dos professores, a ministra da Educação, Isabel Alçada, deixou os dirigentes das duas grandes federações sindicais confundidos.

Depois de fechar em desacordo a reunião com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) de manhã, terminou o encontro com a Federação Nacional de Professores (Fenprof), à tarde, com o pedido de marcação de uma ronda de negociações extraordinária - a que se realiza hoje. Mas, nem uma hora depois de o ter feito, anunciava, em conferência de imprensa, que não cederia à principal reivindicação de ambas as organizações.

"Para que é a reunião, então?" reagiram Mário Nogueira, da Fenprof, e João Dias da Silva, da FNE, que asseguraram que, se não fosse possível chegar a acordo com o ME, fariam regressar a matéria ao Parlamento.

A indefinição mantinha-se, ontem. Ao contrário do que é habitual, o ministério não enviou a sua proposta aos representantes dos sindicatos, que só hoje dela tomarão conhecimento, às 10h00. Também inovou ao comunicar, a meio da tarde, que as quatro reuniões (com Fenprof, com a FNE e com mais dois conjuntos de sindicatos) se fariam em simultâneo.

O facto de este tipo de reuniões simultâneas ser utilizado pelo antigo ministro Jorge Coelho, na área da administração pública, em situações em que o consenso dependia de pormenores foi um sinal de esperança que fez regressar a contenção. Isto, apesar de a ministra ter voltado, ontem, a falar na necessidade de distinguir os professores classificados com "Muito Bom" e "Excelente", proporcionando-lhes "uma mais rápida progressão na carreira".

À noite, tanto o dirigente da Fenprof como o da FNE preferiram não enfatizar "as declarações infelizes" feitas pela ministra Isabel Alçada em Castelo Branco, onde anunciou que 83 por cento dos professores foram classificados com "Bom" no último ano lectivo e explicou a elevada percentagem dizendo que ela se deve "à tradição da atribuição" daquela "nota aos docentes por parte de quem avalia".

Nogueira, que em declarações à agência Lusa, a meio da tarde, acusou a ministra de "falta de rigor, inexperiência e manipulação da opinião pública", preferiu destacar que aqueles números "só provam que a esmagadora maioria dos professores foi assídua, cumpriu o seu serviço e fez a formação exigida". Dias da Silva, que disse não querer "polemizar", defendeu que os dados "não devem condicionar a forma de progressão na carreira, mas sim fazer repensar o modelo de avaliação".

Nenhum queria ensombrar a possibilidade de um acordo que, frisaram ambos, continua a depender, sempre, da garantia de que todos os professores classificados com "Bom" podem aceder ao topo da carreira. "De uma coisa a ministra pode estar certa: se no documento isso não estiver expresso, a reunião nem chega a iniciar-se", assegurou Mário Nogueira.




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Comentário + votado

Um pequeno Pormenor

Há um "pequeno" pormenor que anda esquecido nesta saga das comparações. ...

RM

07.01.2010 12:31

X

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