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Negociações

Sindicatos não federados esperam "bom senso" por parte do ministério da Educação na questão das vagas

06.01.2010 - 16:35 Por Lusa

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O Sindicato Independente de Professores e Educadores espera "bom senso" do Ministério da Educação na reunião agendada para quinta-feira para negociar a carreira docente, considerando essencial uma cedência do Governo em relação às vagas para acesso a alguns escalões.

"Penso que é uma questão de bom senso chegar a bom porto e chegar a bom porto é chegar a um acordo em relação à questão das vagas", afirmou a presidente do sindicado, Júlia Azevedo, em declarações à agência Lusa.

Júlia Azevedo admitiu que se isso não acontecer, os sindicatos irão "pressionar a nível político" até atingirem os seus objectivos: "Os partidos políticos estão comprometidos connosco e todos os sindicatos estão unidos nisto, portanto será uma questão de bom senso tirarem-nos as vagas da carreira".

A dirigente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) lembrou que a primeira proposta do ME "manteve-se exactamente igual, ao nível da carreira, até hoje", considerando, por isso, que "se não houver cedências não vale a pena andar em negociações".

Esta "inflexibilidade" demonstrada pelo Ministério da Educação (ME) ao não abdicar da criação de vagas no acesso ao 3.º, 5.º e 7.º escalões da carreira é, para o sindicato, "uma medida economicista" porque "não existe nenhum argumento pedagógico que coexista com a atribuição de vagas".

"O conteúdo funcional é sempre o mesmo, continuamos professores ao mudar de escalão. Aqui, o único intuito é o de travar a progressão, independentemente do mérito, é poupar dinheiro ao Estado", afirmou.

De acordo com a dirigente sindical, "tal como está, um professor que entre agora na carreira, que tenha sempre Bom e com vagas para passar ao escalão seguinte, demora 40,4 anos a chegar ao topo da carreira. Isto tendo sempre vaga. Caso contrário, não chegará em tempo útil ao topo".

"Gostaríamos que o topo da carreira se atingisse em 28 anos, mas todos nós estamos abertos a negociações a muitos níveis, mas nunca nas vagas", acrescentou.

O SIPE e os outros três sindicatos que não fazem parte de nenhuma federação (SNPL, SEPLEU e SINAPE) uniram-se para participarem nas rondas negociais com o ME, tendo inclusive apresentado uma contra-proposta conjunta, com vista à reestruturação do Estatuto da Carreira Docente.

Sindicatos e Governo falharam a 30 de Dezembro um acordo para a revisão da carreira e da avaliação docente. No centro da discórdia está, sobretudo, a progressão dos professores classificados com Bom. Segundo a proposta do ministério, nem todos os professores que consigam esta nota poderão aceder ao topo da carreira, ficando dependentes da existência de vagas.

Quinta-feira realiza-se aquela que deverá ser a última ronda negocial para rever o estatuto da carreira docente e a avaliação de desempenho dos professores.

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É JUSTO ?

sabe-se, para quem conheça o que aconteceu, relativamente à inversão de valores que ...

docente do ensino secundário

06.01.2010 19:24

X

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