Estruturas acusam tutela de bloquear negociações com docentes

Sindicatos exigem respostas do Ministério do Ensino Superior aos empregos precários no sector

12.05.2008 - 17:05 Por Lusa

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A Fenprof sublinha que no ensino politécnico "cerca de três quartos dos docentes estão em contrato a prazo" A Fenprof sublinha que no ensino politécnico "cerca de três quartos dos docentes estão em contrato a prazo" (Marco Maurício (arquivo))
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) acusam o Ministério do Ensino Superior de estar a bloquear as vias negociais com os representantes dos docentes e exigem o regresso ao diálogo para resolver os problemas de "grande precariedade de emprego" no sector.

"Não temos negociações com o Governo já há muito tempo", revelou à Lusa João Cunha e Serra, da Fenprof, considerando que "não tem havido nenhuma abertura da parte do ministério para negociar com os sindicatos sobre problemas que têm a ver com as situações de grande precariedade que as carreiras têm".

Cunha Serra salienta, "em particular, o politécnico, onde cerca de três quartos dos docentes estão em contrato a prazo". "Este é um volume muito grande, hoje que se fala na precariedade e na necessidade de combater essa precariedade e quando o próprio Governo avança propostas em que afirma pretender reduzir a precariedade", acrescentou o sindicalista.

Segundo o responsável da Fenprof estão ainda por resolver questões relacionadas com bloqueios nas promoções na carreira docente no ensino superior. "Fala-se muito da necessidade de reconhecer o mérito, mas se não houver oportunidade de promoção, de mudança de categoria, isso é apenas conversa", realçou.

Cunha e Serra destacou que, entre os problemas que gostariam de tratar com o Ministro Mariano Gago, está o dos investigadores, considerando que existem "muitos bolseiros e poucos lugares de investigação, de forma que estes têm muita dificuldade em conseguir um emprego estável". "Sobretudo o que nos preocupa são aqueles já com o seu doutoramento feito e que têm bolsas de pós-doutoramento, que existem para lhes dar alguma expectativa, já que se formaram para fazer alguma coisa ligada à sua formação, mas que não respondem à necessidade de os fixar no nosso país", explicou.

A Fenprof e o SNESup divulgam na próxima quinta-feira "as iniciativas que têm em curso e as que se propõem desenvolver em conjunto nos próximos tempos com vista a quebrar o bloqueio negocial que o Ministro Mariano Gago tem imposto às organizações sindicais".

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Pois...

De facto ao ler esta notícia, e como a rede estava lenta não a li na totalidade... e como é óbvio ...

Pinóquio

14.05.2008 13:31