Números da Plataforma Sindical

Sindicatos esperam mais de 50 mil professores na manifestação de sábado

29.05.2009 - 09:11 Por Lusa

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Sindicatos esperam bons níveis de adesão ao protesto em Lisboa Sindicatos esperam bons níveis de adesão ao protesto em Lisboa (Paulo Ricca (arquivo))
A Plataforma Sindical espera mais de 50 mil professores na manifestação de sábado, admitindo, porém, que a adesão poderá chegar a valores próximos dos registados no protesto de 8 de Março de 2008, que reuniu em Lisboa 100 mil pessoas.

"Todos os indícios que temos vão no sentido de uma extraordinária manifestação, que contará com mais de 50 mil professores na rua, podendo mesmo aproximar-se dos níveis de participação do protesto de 8 de Março", afirmou o porta-voz da plataforma que reúne os sindicatos do sector, Mário Nogueira, em declarações à agência Lusa.

As duas últimas manifestações nacionais de professores, a 8 de Março e 8 de Novembro do ano passado, reuniram em Lisboa 100 mil e 120 mil pessoas, respectivamente, segundo as estruturas sindicais.

Já Lucinda Manuela, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, recusou-se a adiantar números, mas diz que estarão presentes "milhares e milhares" de professores, numa "grande manifestação".

"O descontentamento continua a ser muito grande e será uma grande manifestação. Mesmo que a adesão não seja igual à das manifestações anteriores, isso não significa que os professores não estão mobilizados. Significa que estão com muito trabalho com o final do ano lectivo e algum cansaço também", afirmou.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu também que os docentes estão "cansados e desanimados", mas que não perderão a oportunidade de, em final de legislatura, fazer um balanço das políticas educativas do Governo socialista, sobre as quais existe um "profundo desacordo".

"Também é tempo de pensar no futuro: os partidos políticos estão a preparar os programas eleitorais e têm de assumir compromissos e dizer quais são as suas prioridades para a área da Educação. Dizer também como vão corrigir as graves distorções e injustiças que existem hoje na carreira dos professores", defendeu o sindicalista, lembrando que "será mais fácil negociar com um Governo que não tenha maioria absoluta".

Lutas não acabaram

No entanto, para Mário Nogueira, isso não é sinal que a manifestação de sábado, entre o Marquês de Pombal e a Praça dos Restauradores, em Lisboa, signifique que acabaram as lutas contra a equipa da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

Adianta que tudo depende de três negociações que se aproximam: a continuação da revisão do Estatuto da Carreira Docente, a revisão do modelo de avaliação de desempenho e a negociação do despacho que estabelece a organização do ano lectivo, que ditará, entre outras, as regras para a elaboração dos horários dos professores.

Quanto à FNE, Lucinda Manuela adianta que a federação vai sempre privilegiar a negociação em vez da luta, esperando encontrar no próximo Governo um parceiro disponível para processos negociais "sérios, verdadeiros, rigorosos e efectivos".

"Este Ministério da Educação exigiu sempre que fossem os sindicatos a abdicar. Não abdicou um milímetro naquilo que foi sempre total e absolutamente rejeitado pelos professores: a divisão da carreira em categorias hierarquizadas, a existências de vagas no acesso a professor titular e as quotas para atribuição de 'muito bom' e 'excelente' na avaliação de desempenho".

O protesto de sábado, convocado por todos os sindicatos do sector, tem como objectivo exigir a revisão "efectiva" do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão e substituição do actual modelo de avaliação de desempenho.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores, é lacónico na reacção às críticas: “Discordo, mas respeito a opinião de cada um”.

“São afirmações subjectivas, que não correspondem à verdade”, diz João Dias da Silva, que lidera a Frente Nacional de Educação. “É nos sindicatos que a democracia se reforça”, afirma, frisando que as direcções sindicais, ao contrário dos movimentos, têm de prestar contas e que são órgãos eleitos que decidem as acções e não “iluminados, em gabinetes ou em blogues”.

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Comentário + votado

50 000?

No meio de isto tudo há uma coisa que não percebo...A FENPROF diz que vai mobilizar 50 000 almas ...

Setubalense

30.05.2009 15:54

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