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Notas negativas sem consequências

Sindicatos e Ministério da Educação encontram via para entendimento sobre avaliação este ano

10.04.2008 - 13:01 Por Isabel Leiria, Paulo Miguel Madeira

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As classificações “regular” ou “insuficiente” poderiam implicar a não progressão na carreira ou a saída da profissão As classificações “regular” ou “insuficiente” poderiam implicar a não progressão na carreira ou a saída da profissão (Rui Gaudêncio (arquivo))
A Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação parecem ter encontrado uma via para um possível entendimento em torno da questão da avaliação dos docentes ainda este ano.

Esta plataforma enviou ontem à ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, uma proposta onde pela primeira vez admite “negociar uma solução” para a avaliação de sete mil professores – os contratados e os do quadro que estão em ano de progressão na carreira –, segundo o “Diário de Notícias” de hoje.

Isto acontece na sequência de uma reunião que decorreu na terça-feira, no Conselho Nacional de Educação a pedido do Ministério, onde a ministra terá proposto que as primeiras avaliações, este ano, não tenham consequências negativas para os professores envolvidos.

As classificações com nota “regular” ou “insuficiente” não seriam alvo de penalização. Em circunstâncias normais estas avaliações podem implicar, respectivamente, a não progressão na carreira ou mesmo a saída da profissão.

A reunião de terça-feira aconteceu depois de a plataforma que reúne todas as organizações sindicais ter pedido um encontro com o primeiro-ministro, no sentido de desbloquear a situação vivida no sector, em particular no que respeita à avaliação.

Para o encontro, a equipa ministerial levou oito propostas para um entendimento com os sindicatos, dando resposta a algumas das principais reivindicações dos professores. Mas falta concretizar, avisam as organizações sindicais.

As oito propostas do Ministério da Educação aos sindicatos

1. Qualquer professor que na sua primeira classificação de desempenho receba uma nota de Regular ou Insuficiente não é automaticamente penalizado em termos de perda de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira, tal como está estipulado no novo Estatuto da Carreira Docente. Essas e outras penalizações previstas na lei só terão efeito se as referidas notas forem confirmadas numa segunda avaliação, a realizar-se no ano seguinte. O objectivo é reforçar a protecção dos avaliados face a eventuais consequências negativas deste primeiro ciclo de avaliação

2. Estabelecer normas que permitam que os professores contratados por menos de quatro meses possam ser avaliados e, consequentemente, vejam contabilizado o tempo de serviço para efeitos de integração e progressão na carreira docente. Actualmente, a avaliação só está prevista para quem tenha contratos de duração superior a quatro meses

3. Criar condições para a participação dos sindicatos no acompanhamento e monitorização do sistema de avaliação de desempenho docente. Até aqui apenas se previa a intervenção do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, Inspecção-Geral da Educação, Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação e Conselho de Escolas

4. Negociar, com efeitos no próximo ano lectivo, um crédito de horas destinado à concretização da avaliação de desempenho de professores

5. Definir, também para o próximo ano lectivo, de um número de horas da componente não lectiva para o trabalho individual dos professores. Ou seja, estipular um mínimo que garanta que os docentes tenham tempo no seu horário de trabalho para preparar aulas, elaborar e corrigir testes, realizar estudos e outras actividades

6. Negociar os critérios de inclusão de tempo de formação contínua no horário de trabalho dos professores

7. Criar mais um escalão remuneratório dentro da categoria de professor titular e no topo da carreira, de forma a criar mais uma oportunidade de progressão

8. Estabelecer regras especiais de acesso à categoria de professor titular para os docentes que estão a exercer funções ou actividades de interesse público, designadamente deputados, autarcas, dirigentes da Administração Pública e dirigentes sindicais. Pretende-se garantir que professores não sejam prejudicados nos concursos pelo facto de não estarem a dar aulas ou a exercer cargos nas escolas.

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Para Si, A. Leão da Maia

Será que neste país toda a gente emite opinião sobre os professores? Como se afirma que os ...

Maria

12.04.2008 21:01

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