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Educação

Sindicatos de professores exigem "propostas concretas" do Governo sobre estatuto da carreira até ao fim do mês

19.03.2009 - 09:13 Por Lusa

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Os sindicatos de professores exigem "propostas concretas" do Governo até ao final do mês que permitam resolver o "impasse" das negociações para a revisão do estatuto da carreira, acusando a tutela de introduzir apenas "alguns acertos".
Os eixos centrais da luta dos sindicalistas continuarão a ser a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão e substituição do actual modelo de avaliação de desempenho Os eixos centrais da luta dos sindicalistas continuarão a ser a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão e substituição do actual modelo de avaliação de desempenho (Enric Vives-Rubio/PÚBLICO)

A Plataforma Sindical de Professores, reunida ontem, considerou que "o actual impasse que se verifica no processo negocial resulta, fundamentalmente, da não apresentação de propostas concretas por parte do Ministério da Educação", considerando ainda que a tutela "não está interessada em alterar os aspectos essenciais do actual Estatuto da Carreira Docente, mas apenas em introduzir alguns acertos".

"A Plataforma [que reúne os sindicatos do sector] considera indispensável que o ME apresente, até final do corrente mês de Março, propostas concretas sobre as matérias em revisão", segundo um comunicado.

Questionado pela Lusa sobre as consequências da não apresentação de "propostas concretas" por parte do Governo, o porta-voz da plataforma afirmou que os sindicatos "vão orientar para o primeiro-ministro e para a ministra da Educação a responsabilidade política por não ter sido desenvolvido um verdadeiro processo negocial".

"Sentir-nos-emos ainda perfeitamente à vontade para, na auscultação aos professores [de 20 a 24 de Abril], propormos determinado tipo de formas de luta que serão muito mais fortes do que se houvesse uma negociação com uma convergência no horizonte", afirmou Mário Nogueira.

O sindicalista referia-se a "greves, novas grandes manifestações em Maio ou Junho e até greves coincidentes com a semana das reuniões de avalição do terceiro período".

"Quanto à continuação da luta dos professores no 3.º período lectivo, a Plataforma Sindical dos Professores, face às posições fechadas e inflexíveis do Ministério da Educação, considera-a inevitável. Os eixos centrais dessa luta continuarão a ser a revisão do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão e substituição do actual modelo de avaliação de desempenho", acrescentaram os sindicatos, em comunicado.

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Comentário + votado

Exijo!

Caro Fernando, de Carcavelos,, das 14h39m. Sei que há escolas com cartão de ponto, aos pontapés, ...

JDias

19.03.2009 17:47

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