Educação

Sindicatos de docentes preparam mais acções de contestação para o 3.º período

31.03.2008 - 08:50 Por Isabel Leiria

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Com esta acção, a plataforma sindical pretende lembrar que, perante a intransigência ministerial, a luta dos professores não irá parar Com esta acção, a plataforma sindical pretende lembrar que, perante a intransigência ministerial, a luta dos professores não irá parar (Catarina Oliveira Alves/PÚBLICO (arquivo))
No dia em que mais de um milhão e meio de alunos regressam às aulas para o último e decisivo 3.º período, as próximas semanas não se adivinham tranquilas, com as questões da avaliação dos docentes a manterem-se como principal foco de contestação.

Já hoje, a plataforma que reúne todos os sindicatos de professores entrega no Ministério da Educação um abaixo-assinado com 20 mil assinaturas, reforçando o apelo feito ao longo dos últimos meses e subscrito pelos cem mil que participaram na Marcha da Indignação no passado dia 8 de Março, em Lisboa: que a tutela suspenda o processo de avaliação em curso até ao final do ano lectivo, sem que daí decorram quaisquer prejuízos para os docentes, em particular para os sete mil (a maioria contratados) que, de acordo com a lei, deveriam ser classificados no final do 3.º período para poderem ver os seus contratos renovados ou progredir na carreira.

Com esta acção, a plataforma sindical pretende lembrar que, "perante a intransigência ministerial, a luta dos professores não irá parar". E se já estão calendarizadas algumas acções de protesto, com acções simbólicas todas as segundas-feiras, por regiões, a partir do dia 14, a contestação pode mesmo vir a subir de tom.

A palavra caberá às escolas, explica Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. Em breve, os sindicatos apresentarão e colocarão à discussão em todos os estabelecimentos de ensino uma série de medidas de luta mais graves que poderão ser desenvolvidas ao longo do 3.º período, sendo certo que o recurso à greve não está excluído. O chamado "Dia D" está marcado para 15 de Maio. Caso "o Ministério da Educação [ME] mantenha a sua posição inflexível", prevê-se o "endurecimento da luta, através do recurso a acções que tenderão a ser cada vez mais fortes".

João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, adianta que os sindicatos continuarão a "recorrer a todos os meios legais, designadamente jurídicos, para garantir que os critérios de justiça e equidade no processo de avaliação sejam repostos".

Em causa está o facto de, com a simplificação dos procedimentos determinada pela tutela, os critérios de avaliação serem os mais díspares. Nalgumas escolas procede-se à observação das aulas, noutras pedem-se apenas relatórios aos avaliados, outras definiram fichas e parâmetros mais complexos, de forma aleatória, critica João Dias da Silva, reforçando a necessidade de existência de um "critério universal".

A este propósito, Álvaro dos Santos, presidente do Conselho das Escolas, considera que "seria desejável que o ME definisse regras claras quanto às dimensões mínimas para a avaliação". "As escolas estão à espera dessas orientações. Há dúvidas em relação à definição dos objectivos individuais dos professores ou sobre a observação das aulas", exemplifica.

Quanto às escolas que consideram não ter condições de avançar para a avaliação, Álvaro dos Santos entende que seria "mais importante" pedirem ao ME os meios necessários do que tomar uma posição unilateral.

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Sr p.

Caro fp, Lisboa. Desafio-o a encontrar no meu post uma única informação que não esteja correcta. É ...

Jeronimo

02.04.2008 23:29

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