Secretário de Estado defende mudanças no sistema de bolsas de estudo

17.02.2012 - 20:22 Por Samuel Silva
O secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, defende uma mudança no sistema de atribuição de bolsas de estudo. O governante considera que “não é razoável” que em Fevereiro haja ainda candidaturas de estudantes a ser analisadas pelos Serviços de Acção Social (SAS) das universidades e politécnicos e pretende alterar o procedimento de modo a torná-lo mais rápido.
Queiró defende uma “automatização de processos” para acelerar as candidaturas, dando o exemplo da comunicação dos dados relativos ao aproveitamento escolar dos alunos como uma das variáveis que precisa de ser resolvida com mais celeridade. “Não podemos estar em Fevereiro e ainda haver estudantes cuja candidatura de bolsa não foi analisada. Não me parece razoável”, sublinhou o secretário de Estado do Ensino Superior na tarde desta sexta-feira, à margem da cerimónia que assinalou o 38º aniversário da Universidade do Minho.
“As pessoas pensam que as culpas dos atrasos são do Governo, mas as candidaturas são analisadas localmente”, explica o governante, ainda que sem intenção de “deitar as culpas para ninguém”. O problema é mesmo do sistema de acção social, diz João Queiró. A intenção do Ministério da Educação e Ciência não é a de fazer uma alteração profunda ao regulamento de atribuição de bolsas, mas apenas em algumas disposições que permitam “acelerar o processamento de candidaturas”. “Não é tanto mexer no essencial do regulamento, que este ano penso que se tornou mais justo, mas pensar em optimizar o procedimento”, sustenta.
Em Braga, João Queiró reconheceu que continua a haver problemas pontuais no pagamento de bolsas, mas garante que estão criadas condições para que o sistema seja sustentável nos próximos anos, depois de resolvidos os problemas financeiros encontrados quando chegou ao governo.
Queiró referiu-se também à saída do Director-Geral do Ensino Superior, António Morão Dias, que deixou o cargo depois de oito anos ao serviço. “O director-geral cessante pôs o lugar à disposição quando o governo iniciou funções e reiterou o pedido no princípio de Fevereiro”, esclareceu o secretário de Estado. “Depois de uma fase de mudanças do Ministério da Educação, creio que foi o momento natural para esta saída”, afirma, mostrando “apreço pelo trabalho de Morão Dias” no cargo.Att

