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Ribeiro e Castro diz que escolas devem ouvir comunidade antes de retirar crucifixos

26.11.2005 - 21:00 Por Lusa

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O Governo diz que a eventual retirada de símbolos religiosos só se efectivará no seguimento de queixas O Governo diz que a eventual retirada de símbolos religiosos só se efectivará no seguimento de queixas (João Relvas/Lusa)
O líder do CDS/PP, Ribeiro e Castro, defendeu hoje que cada escola deve ouvir alunos, pais e comunidade envolvente antes de retirar os crucifixos das suas paredes.

"Não considero que uma escola pública seja do Estado, ela é comunitária. E todos os aspectos culturais de uma escola têm muito a ver com a comunidade que a envolve. Antes de ser tomada uma decisão nesse sentido deve debater-se o assunto com os alunos, os pais e a própria comunidade".

Na sequência de uma queixa da Associação República e Laicidade, o Governo sublinhou que uma eventual retirada de símbolos religiosos de escolas públicas só se efectivará no seguimento de queixas, que serão depois estudadas pelas autoridades competentes, numa lógica de caso a caso.

Para Ribeiro e Castro, "o Estado presta supletivamente uma função que pertence às famílias, a de educar. E responde às necessidades delas". Defendeu ainda um "entendimento de escola pública como instituição comunitária e não estatista, projectando uma ideologia ou uma não ideologia".

O líder do CDS/PP falava após o encerramento de um congresso distrital do Porto da Juventude Popular, em Penafiel, onde considerou que "se não fosse o 25 de Novembro, o 25 de Abril não seria hoje um dia de liberdade mas sim de totalitarismo".

Francisco Louçã diz que crucifixos deviam ter saído das escolas em 1974

O candidato presidencial Francisco Louçã afirmou hoje, no Porto, que a retirada de crucifixos das escolas públicas portuguesas "devia ter acontecido na tarde de 25 de Abril de 1974 ou, quando muito, no dia em que a constituição foi aprovada".

"Somos um Estado laico, não confessional. No ensino público português é tão surpreendente que haja um crucifixo como um símbolo islâmico", disse o candidato presidencial.

"Um Estado com uma Igreja dentro de si próprio é uma nova parceria Salazar/Cardeal Cerejeira", acrescentou Francisco Louçã, que falava numa acção de rua da sua candidatura na Baixa do Porto.

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Isenção

Claro que este Sr. só podia ter este tipo de posicionamento. As ditas "comunidades" de que fala, ...

Anónimo

28.11.2005 10:52