Resultados nas provas de aferição são melhores do que no ano passado, diz ministra

18.06.2009 - 15:02
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, revelou hoje que os resultados das provas de aferição melhoraram em relação ao ano passado, sem no entanto adiantar a média das notas.
"São resultados positivos, na continuidade dos que se tem verificado nos últimos anos. Portanto, melhorias ligeiras daquilo que são as competências tanto em Língua Portuguesa como em Matemática" dos alunos dos quarto e sexto anos de escolaridade, disse a ministra aos jornalistas esta manhã, à margem de um fórum internacional dedicado à inovação e às tecnologias de informação e comunicação (TIC) na Educação que decorre em Lisboa.
A ministra não revelou, porém, qual a média dos resultados, dizendo não se lembrar, e remeteu para um comunicado que o ministério "está a preparar".
"O balanço é positivo. Não há nenhuma surpresa", garantiu ainda Maria de Lurdes Rodrigues.
No ano passado, a percentagem de positivas na prova de aferição de Língua Portuguesa do 6º ano passou de 85,4 para 93,4 por cento relativamente a 2007, enquanto no 4º ano houve uma melhoria menor, de 0,4 pontos percentuais.
Já a Matemática, quase dois em cada dez alunos obtiveram em 2008 negativa na prova do 6º ano, um resultado, no entanto, melhor do que o registado no ano anterior, quando 41 por cento dos estudantes tinham chumbado neste teste. Os alunos do 4º ano registaram melhores resultados do que os colegas do 6º, com apenas 8,8 por cento a obterem nota negativa. Em 2007, a percentagem de negativas no 4º ano à disciplina tinha sido de 19,7 por cento.
Todas as crianças que frequentam o quarto e sexto anos de escolaridade realizam provas de aferição a Língua Portuguesa e de Matemática.
Introduzidas em 1999, as provas de aferição começaram por ser universais. Em 2002 passaram a abranger apenas uma amostra representativa dos alunos e em 2007 o Ministério da Educação decidiu voltar a aplicá-las a todos os estudantes destes dois anos de escolaridade.
Os resultados são considerados relevantes para suporte à tomada de decisões, nomeadamente em matéria de planificação e orientação das práticas pedagógicas e também de definição de prioridades na formação contínua dos docentes.

