Escola EB2,3 André Soares, em Braga

Resultados a Português abaixo das expectativas deixam alunos com amargo de boca

14.07.2009 - 12:37

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"É que se sofre!" O grito de Sara Pereira, de 14 anos, denuncia a ansiedade da espera. As pautas finais do 9.º ano, que já incluem as notas das provas nacionais de Português e Matemática, deviam ter sido afixadas às 9h00. Na Escola EB 2,3 André Soares, em Braga, já tinha sido feito o aviso de que os resultados só seriam divulgados uma hora mais tarde, mas já passa das 11h00 e nem sinal das classificações.

Cerca de 30 estudantes esperam no pátio da escola, dispersos em pequenos grupos. Aparentemente, são poucos, mas depressa nos explicam que as notas serão colocadas on-line durante a tarde, o que afastou alguns alunos de uma visita à escola que contam abandonar neste Verão. As conversas disfarçam o nervosismo.Fala-se do novo filme de Harry Potter, que um grupo de alunos combina ir ver em conjunto, e comenta-se a pré-temporada futebolística.

Só faltam poucos minutos para o meio-dia quando os funcionários da escola bracarense começam a aparecer com os grandes rectângulos de cortiça onde estão afixadas as notas. Do lado de lá dos vidros, os placares ainda estão colocados no chão e os alunos já se precipitam para as janelas, tentando espreitar as notas.

Depressa, os telemóveis estão nas mãos dos estudantes, para que pais e amigos sejam informados das notas. Um olhar rápido sobre as listas revela um panorama nada desanimador e que vai de encontro à média de resultados nacionais. Nas doze turmas do 9.º ano da André Soares, há piores notas a Português do que a Matemática, mas não são muitos os "chumbos".

O número de alunos com 5 valores na língua materna conta-se pelos dedos das mãos, mas abundam os 3. Já na disciplina que costuma ser a mais negra a nível nacional, há bastantes 4 e poucas classificações negativas.

Ana Granja, de 15 anos, é um dos casos paradigmáticos. Teve 3 a Português, baixando um valor face à classificação de frequência. A Matemática manteve o 4. "O exame de Português parecia fácil, mas afinal tive pior nota do que esperava", confessa. Os critérios de correcção apertados podem explicá-lo. É que mesmo entre os melhores alunos há descidas de notas. "Há muitos colegas de 5, que a Português não conseguiram manter", explica a aluna.

Atrás dela está outra Ana, na mesma situação. Está ao telefone com o pai, a quem comunica as notas: "4 a Matemática e 3 a Português". Esta é a combinação mais comum entre os alunos que vieram à escola André Soares.

A sensação é "estranha". "Estava a contar com melhor nota a Português", diz-nos pouco depois de desligar o telefone.

De entre os alunos que se mantêm no pátio da escola, apenas uma não vai passar de ano. Joana chora, enquanto uma colega a consola. Os colegas emudecem. Pedro Silva, corpo franzino equilibrado em cima da bicicleta, quebra o gelo: "Tive 3 a tudo. Não é mau". Ricardo Pereira e Margarida Freitas tiveram notas semelhantes. Os três estudantes partilham também um motivo de queixa: a prova de Português. "Foi difícil e isso viu-se nas notas".

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Desddobramento

É imprescindível reforçar o trabalho na disciplina de Português, adequando a leccionação às ...

Anónimo

14.07.2009 13:58

X

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