Responsáveis de saúde e da escola onde estudava criança que morreu reunidos

29.10.2009 - 10:23 Por Lusa
O director da escola onde estudava a criança que morreu ontem e que estava infectada com o vírus H1N1 está hoje reunido com a delegada de Saúde e o director regional da Educação para decidir eventuais medidas a adoptar.
Vários pais e alunos aguardam no interior da Escola Paula Vivente, no Restelo, para ouvir os procedimentos a adoptar, depois de ontem ter sido conhecido o caso.
Após a reunião com o director da escola, Carlos Serqueira, a delegada de saúde, Maria João Martins, e o director regional de Educação, José Leitão, vão reunir-se com os pais dos alunos para esclarecer e responder a dúvidas.
Entre os alunos, o ambiente é de preocupação. “Nós estamos muito preocupados, os meus colegas estão cheios de medo de serem infectados e com pena do nosso amigo”, disse uma colega do menino que morreu ontem.
A menina de 11 anos, que usava um casaco para tapar a boca, contou que já na sexta-feira o menino “tossia e espirrava muito”.
A mãe de um aluno de dez anos, por seu lado, lamentou que os pais não tivessem sido informados sobre o caso.
“Já ouvimos dizer que há outros meninos em casa com suspeitas de gripe A. Nós, como pais, temos o direito de ter estas informações. Se temos de avisar que o nosso filho tem gripe, a escola também deve avisar se há alguns doentes”, frisou.
A maioria dos pais dos alunos da Escola Paula Vicente, no Restelo, teve conhecimento da morte do menino ou pela Comunicação Social ou pelos filhos.
Dori Aragão, madrasta da criança que morreu quarta-feira no Hospital D. Estefânia, Lisboa, esteve hoje de manhã à porta da escola para alertar pais e alunos para que não entrassem no estabelecimento de ensino. Para já, a escola mantém-se aberta.

