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Colégio Os Cartaxinhos aplica plano

Reportagem: "Pior do que a gripe A é uma mononucleose, uma meningite ou uma tuberculose"

10.09.2009 - 08:02 Por Bárbara Wong

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Junto às janelas já não há a casinha com as louças, os tachos e os talheres com que os meninos brincavam até ao ano lectivo passado. O ambiente quer-se limpo, para evitar infecções, por isso as educadoras do Colégio Os Cartaxinhos, em Alenquer, decidiram retirar todos os brinquedos passíveis de andar de mão em mão ou de boca em boca. No início de Agosto, a escola decidiu fechar depois de ter quatro casos de gripe H1N1. A decisão fez notícia, na mesma altura em que outras encerraram em Lisboa e Algarve.

Os 160 meninos da creche, jardim-de-infância e 1.º ciclo, ainda não regressaram todos, mas ontem a sala dos cinco anos estava quase cheia de meninos com bibes axadrezados. "O que é que aprenderam?", pergunta a educadora Andreia. "A lavar as mãos e a pôr desinfectante", respondem numa voz arrastada, típica de quem está a aprender e se apoia nos outros para dar a resposta certa. "O que é que se sente quando se tem gripe A?" questiona a directora pedagógica, Cristina Manso Pires. "Sente-se mal. Tem febre. Tem tosse e não podemos vir à escola... Durante sete dias", dizem vários meninos, completando a lição aprendida. As crianças estão ainda a aprender canções como a da brasileira Turma da Mônica: "Sem abraço, sem beijinho, sem aperto de mão...", trauteia uma das meninas.

Cristina Manso Pires acha que há um grande alarmismo em torno da gripe A. Quando a escola fechou, "houve pais que ficaram histéricos". "Pior do que a gripe A é uma mononucleose, uma meningite ou uma tuberculose".

Os alunos do 1.º ciclo sobem as escadas a correr e separam-se por sexos quando entram nas casas de banho. Lavam as mãos e, assim que saem, colocam uma das mãos debaixo do dispensador automático, cai uma gota de desinfectante e esfregam as mãos. Aos que se esquecem dos espaços entre os dedos, as professoras e auxiliares chamam a atenção. Em breve, aquele gesto vai entrar na rotina, assim como depositar os lenços na casa de banho e não na sala de aula, onde passam a maior parte do tempo, ou tossir para um lenço, diz a directora.

Os meninos estão prontos e, em fila, descem as escadas e entram no refeitório onde vão almoçar. A escola decidiu alterar os horários de maneira a que não haja muitos alunos no mesmo espaço. Por exemplo, os do 1.º e 2.º ano vão para o recreio - "o sol é um grande desinfectante", defende a directora - e fazem as refeições em conjunto. De seguida, o refeitório, as salas, como a dos computadores, são imediatamente limpas.

Enquanto o tempo estiver bom, o acolhimento feito por educadoras e professoras é na rua; assim como as brincadeiras. Aos pais foi pedido que levassem uma garrafa e estojos com materiais para não partilhar.

Na semana passada houve uma criança que adoeceu e serviu para pôr o plano de contingência em prática: foi colocada na sala de isolamento onde há uma cama e uma caixa com termómetro, anti-piréticos, papel, desinfectante, máscaras e luvas. Os pais foram chamados. Foram identificadas as crianças e os adultos que tinham contactado com a doente. Foi para o hospital. Era uma faringite.

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Comentário + votado

assino

Miguel Sousa, Lisboa: Gostei! assino por baixo com muito gosto.

S.x

13.09.2009 10:51

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