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Ministério da Educação e Ciência avisa que irá prosseguir "uma política de racionalização"

Reorganização da rede escolar implica encerramento de escolas

04.07.2011 - 15:39 Por Margarida Gomes

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Estava previsto encerrar 654 escolas com menos de 21 alunos Estava previsto encerrar 654 escolas com menos de 21 alunos (Paulo Pimenta)
A dois meses da abertura do novo ano lectivo, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou ontem, em comunicado, que está a fazer "uma reavaliação" do plano de reorganização da rede escolar, a qual contempla o encerramento de escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

O Ministério tutelado por Nuno Crato esclarece que está a proceder a "uma reavaliação" do plano, mas deixa claro que irá prosseguir "uma política de racionalização" que irá ter consequência a nível do encerramento de escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

Este esclarecimento do MEC surgiu na sequência da notícia avançada ontem pelo Diário de Notícias, segundo a qual o Ministério já não encerraria as 654 escolas com menos de 21 alunos que deveriam fechar portas até ao final de Julho, no âmbito do plano de reorganização escolar, iniciado em 2005. Este plano visava encerrar todas as escolas do primeiro ciclo com menos de 10 alunos.

O presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, o social-democrata Fernando Ruas, considera sensata a decisão de de reavaliar o encerramento de escolas. Mas nota, entretanto, que devem ser tidos em conta os casos dos novos centros escolares que já estão concluídos. Nesses, diz Fernando Ruas, já não há recuo possível. "Se há centros educativos prontos a funcionar, este adiamento não deve valer para estas situações. Tem de se arranjar solução. Não podia nenhum município ter esses centros prontos e não fazer a mudança", defendeu, em declarações à TSF.

Por seu lado, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, vai mais longe ao pedir uma reavaliação das escolas que já fecharam para perceber se faz sentido reactivá-las. Ao PÚBLICO, Nogueira sublinha que, no âmbito da chamada reorganização da rede escolar, "é indispensável perceber também se vão ou não continuar a ser construídos os mega-agrupamentos". "Esta questão tem de ser rapidamente esclarecida, porque, se forem instalados novos mega-agrupamentos, isso significa extinção e fusão de mais escolas", adverte.

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É preciso voltar aos eixos

Nas escolas públicas há de tudo: professores excelentes e professores péssimos. É necessário ...

Anónimo

10.07.2011 02:40