Reitor da Universidade de Lisboa desmente risco iminente de acidente

22.11.2006 - 11:06 Por Lusa, PUBLICO.PT
O reitor da Universidade de Lisboa disse hoje que o edifício da Faculdade de Belas Artes não apresenta perigo iminente de acidente, mas garante que ordenará o seu encerramento se esse cenário se alterar.
Cerca de 140 estudantes, professores e funcionários da Faculdade de Belas Artes de Lisboa estão concentrados desde as 08h00 de hoje em frente à escola, em protesto contra o mau estado do edifício.
A acção dos alunos e funcionários surge depois de um incidente ocorrido ontem, que feriu uma aluna italiana. Sampaio da Nóvoa lamentou o sucedido e que tal tenha acontecido numa ala do edifício que já sofreu obras.
O reitor da Universidade de Lisboa disse que o Convento de S. Francisco, onde funciona a Faculdade de Belas Artes, está a ser monitorizado do ponto de vista técnico e que "não há perigo iminente" de que algo aconteça.
"Quando os relatórios técnicos das monitorizações apontarem para perigo iminente, fecho a faculdade no minuto a seguir", garantiu Sampaio da Nóvoa.
A associação de estudantes da faculdade revelou, no local da manifestação, que o reitor demonstrou o seu apoio aos alunos e que está disponível para encontrar um plano para apresentar à tutela para tentar desbloquear a situação.
O reitor disse que o Convento de S. Francisco é muito antigo e que "é urgente a sua remodelação", porque, apesar de não haver risco iminente, os relatórios apontam para perigo potencial e comprovam a situação de degradação do edifício.
O responsável referiu que o ideal seria a construção de um edifício num terreno disponível na cidade universitária, para acolher os alunos de Belas Artes enquanto decorressem obras de fundo no Convento de S. Francisco.
Contudo, o reitor lembrou que têm sido feitos vários pedidos a governos sucessivos para a realização de obras no edifício e para a construção de instalações provisórias, mas que não tem havido verbas disponíveis.
O reitor adiantou ainda que as monitorizações do edifício foram entregues a uma empresa privada pelo conselho directivo da faculdade e que estão a decorrer "há vários meses".
Para além do facto de o convento ser antigo, as obras na rede do Metropolitano de Lisboa no local provocaram fissuras e causaram problemas estruturais no edifício que foram analisadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

