O reitor da Universidade Independente (Uni), Luís Arouca, manifestou hoje o receio de que o Ministério do Ensino Superior retire o reconhecimento legal da instituição.
"Receio que seja retirado o reconhecimento à universidade porque isto já não é uma universidade mas um cóio de golpistas que quer encher os bolsos", disse Luís Arouca à agência Lusa, hoje de manhã, à chegada à instituição.
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, já pediu que o processo de reconhecimento da Uni seja reavaliado e ordenou a continuação da avaliação pela Inspecção-Geral do Ensino Superior.
A decisão do ministério foi divulgada depois de ter sido conhecida, ontem, uma sentença do Tribunal do Comércio que considera ilegal a decisão da assembleia-geral da Uni de afastar a anterior direcção, o vice-reitor Rui Verde e 20 outras pessoas, académicos e membros da direcção da empresa.
A anterior direcção retomou ontem o controlo da Uni e suspendeu o reitor Luís Arouca.
Apesar de suspenso, Arouca chegou hoje às instalações da Uni, tendo entrado sem qualquer tipo de impedimento no seu gabinete, onde irá passar o dia a trabalhar "como habitualmente".
Luís Arouca disse à Lusa não recear ser agredido, acrescentando que se for "importunado sairá calmamente do gabinete". Acrescentou que os seus advogados já contestaram junto dos tribunais e do Ministério do Ensino Superior a sua suspensão, que considera ilegal.
Luís Arouca promete esclarecer tudo em conferência de imprensa
O reitor recusou-se a comentar a decisão do Tribunal do Comércio que levou à sua suspensão, prometendo para breve uma conferência de imprensa, na qual promete esclarecer "o que se sabe e o que não se sabe sobre a situação" da Independente.
As entradas na Universidade Independente estavam hoje de manhã a processar-se normalmente.
A universidade está a ser vigiada pela Polícia de Segurança Pública desde ontem, encontrando-se hoje no local um carro-patrulha com dois elementos.
De acordo com um despacho do colectivo reitoral, foram reinstalados todos os conselhos da instituição (pedagógico, científico e directivo) cujo funcionamento havia sido interrompido a 26 de Fevereiro, dia em que o reitor demitiu Rui Verde e outros membros da direcção.
Da mesma forma, retomaram funções todos os professores que na altura foram igualmente afastados por Luís Arouca, tendo sido declarados "nulos e de nenhum efeito" todos os actos praticados após aquela data.


