O reitor da Universidade Independente (Uni), Jorge Roberto, afirmou hoje que decisão do ministro do Ensino Superior sobre o encerramento compulsivo da UnI é "meramente provisória", pelo que existe "oportunidade" para "normalizar a situação".
Em comunicado aos alunos afixado à porta da UnI, o reitor Jorge Roberto refere que "é obrigação de todos - alunos, docentes, funcionários, órgãos académicos e sociais da SIDES - aproveitar esta oportunidade para demonstrar que a normalidade regressou à UnI".
Jorge Roberto apela ainda ao regresso por parte dos alunos e docentes, informando que "todos os órgãos e serviços administrativos, societários e académicos funcionarão no horário normal a partir de terça-feira, 10 de Abril".
Na nota dirigida aos alunos, o reitor enfatiza que decorre um prazo de dez dias para demonstrar que "a alegada degradação pedagógica não se verificou nos níveis referidos verbalmente pelo ministro, nem se verifica na presente data".
O ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, decidiu hoje emitir um despacho provisório de encerramento compulsivo da universidade, considerando que o seu funcionamento estava a decorrer "em manifesta degradação pedagógica".
"Tomei a decisão de proferir um despacho de encerramento compulsivo da UnI, despacho que é, por força da lei, provisório. Já mandei notificar a universidade que, nos termos da lei, tem dez dias úteis para se pronunciar, fazendo os considerandos ou as alegações que entender", afirmou Mariano Gago, em conferência de imprensa.
Segundo Mariano Gago, o relatório da Inspecção-Geral do Ensino Superior concluiu que "a entidade instituidora da UnI atravessa uma situação calamitosa, que se estende à universidade, provocando grande perturbação académica e indignação geral".


