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Estimativa do MEC

Redução da despesa será de 1,24 mil milhões de euros

24.10.2011 - 10:50 Por Clara Viana

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O Ministério da Educação e Ciência revelou, ao PÚBLICO, que a redução da despesa em 2012 será de 1,24 mil milhões de euros. Na proposta de Orçamento de Estado para 2012, no quadro das medidas de contenção orçamental, a parte atribuída ao MEC é de 600,1 milhões de euros. Segundo o ministério, a esta redução juntar-se-ão mais 644 milhões por via da supressão dos subsídios de Natal e de férias, uma estimativa que não está incluída na proposta de orçamento.

Na proposta de OE, nas despesas do Estado por classificação funcional, o corte apresentado para a educação é, contudo, superior a 1,5 mil milhões. A discrepância das estimativas deve-se, segundo o MEC, ao facto de este valor dizer respeito "a todo e qualquer projecto que directa ou indirectamente tenha que ver com educação, ainda que não esteja afecto" ao ministério.

O MEC é o organismo da Administração Central com mais funcionários: emprega mais de 200 mil pessoas. No balanço enviado ao PÚBLICO ressalta que o maior contributo para a contenção orçamental será conseguido por via do corte dos subsídios.

Quanto às outras medidas de poupança, o seu impacto na redução de despesa não será, de facto, de 600,1 milhões de euros, mas sim de 404 milhões, confirmou o ministério, que justifica assim a diferença de valores (ambos constam da proposta de OE): "Deve-se quase exclusivamente a uma substituição de fundos do Orçamento de Estado por fundos europeus em algumas rubricas".

Para a previsão do montante dos cortes, o ministério comparou com a previsão de execução de 2011 ou seja, com o que se estima que seja a despesa efectivamente feita e não com a prevista no orçamento inicial para este ano. Esta comparação dá conta de que, sem levar em conta o corte dos subsídios, o orçamento do MEC para 2012 terá um corte de mais 800 milhões de euros. O ministério não explicou este valor.

Da poupança real de 404 milhões de euros identificada pelo MEC, 257 milhões serão por conta do ensino básico e secundário. O ministério confirma que muitas das medidas que permitirão este corte estão ainda a ser preparadas. Os 102 milhões de euros que resultarão da "supressão de ofertas não essenciais no ensino básico" serão conseguidos, explica, através da "supressão da Área de Projecto no 2.º e 3.º ciclos", da "supressão do Estudo Acompanhado no 3.º ciclo" e por "outras a anunciar oportunamente". A supressão daquelas áreas não disciplinares entrou em vigor este ano lectivo e o seu impacto estará longe da redução de despesa estimada para esta medida.

Também não está esclarecido ainda como serão alcançados mais 101 milhões de euros de poupança, que o MEC atribui a "outras medidas de racionalização de recursos". Na proposta de OE promete-se uma "profunda reorganização e racionalização dos currículos". O MEC esclarece que tal será feito por via de "reformas curriculares mais profundas que urge fazer e que estão a ser preparadas" pelo ministério. O ministério tutelado por Nuno Crato é o organismo da administração central com mais funcionários: cerca de 200 mil.

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Comentário + votado

Bom da forma como isto vai indo...

Como "a coisa está bem encaminhada", pode ser que Portugal fique sem o MEC já em 2012 e, assim, já ...

Regina Nabais

26.10.2011 03:06

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