Reclamações ao concurso de professores podem ser colocadas a partir de hoje

19.05.2005 - 09:16 Por Isabel Leiria, com Lusa
As duas federações sindicais de professores fizeram já um primeiro balanço positivo do concurso de recrutamento de professores e educadores para o próximo ano lectivo, considerando que está a decorrer "sem o drama" do ano anterior. As listas provisórias de ordenação e exclusão foram publicadas terça-feira na Internet, uma semana antes do previsto, e o período de reclamações inicia-se hoje, a partir das 09h00.
No total, 19.352 candidaturas (15,9 por cento) das 121.625 recebidas foram invalidadas por conterem erros, mas o Ministério da Educação acredita que o número venha a descer significativamente. Três em cada quatro boletins têm apenas um ou dois critérios errados e que correspondem, na maioria dos casos, a dados que podem ser corrigidos, diz a tutela.
Até às 24h00 da próxima quarta-feira, todos os docentes que queiram rectificar alguma informação constante do boletim, e desde que essa alteração não configure uma nova candidatura, terão de fazê-lo exclusivamente por via electrónica.
A Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação preparou um manual para a reclamação integrada - pode ser descarregado do site www.dgrhe.min-edu.pt - e disponibiliza ainda uma linha telefónica (213476087) e um centro de atendimento nas suas instalações. Em todas as direcções regionais de Educação existe um balcão de apoio e os sindicatos também se prontificam a ajudar.
Para Anabela Delgado, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), regista-se o regresso à normalidade dos concursos de professores - "como, aliás, sempre deveria ter sido".
Os problemas surgidos no ano passado criaram o caos entre os professores, com as listas a serem por várias vezes anunciadas, atrasadas e retiradas na sequência de erros sucessivos.
O ano lectivo começou atrasado em muitas escolas, colocaram-se dúvidas em relação à fiabilidade das listas e a correcção de colocações levou a duplicação de horários e a processos em tribunal. O diferendo com a Compta, empresa responsável pelo programa informático de colocação dos professores, ainda não está resolvido.
"Este ano, verificaram-se exclusões temporárias e de fácil resolução", comenta Anabela Delgado. "Tudo normal, como é desejável que seja todos os anos", comentou João Dias da Silva, o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).

